Chile cancela Apec e COP-25 no país após protestos

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Publicado quarta-feira, 30 de outubro de 2019 as 13:31, por: CdB

O governo do Chile anunciou nesta quarta-feira que o país não será mais o anfitrião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

Por Redação, com Reuters – de Santiago

O governo do Chile anunciou nesta quarta-feira que o país não será mais o anfitrião da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) e da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25) devido à recente onda de protestos contra a desigualdade social que já toma as ruas da nação sul-americana há 13 dias.

Veículo em chamas durante protestos no Chile
Veículo em chamas durante protestos no Chile

– Esta foi uma decisão muito difícil, uma decisão que nos causa muita dor, porque entendemos perfeitamente a importância da Apec e da COP-25 para o Chile e para o mundo – disse o presidente Sebastián Piñera em um breve discurso.

A cúpula da Apec estava programada para reunir 20 líderes mundiais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, em 16 e 17 de novembro. A COP-25 previa atividades entre 2 e 13 de dezembro.

Relatório

O surto social no Chile deixou um resultado triste de 20 mortos, centenas de feridos e 9.203 presos, de acordo com um relatório oficial divulgado na terça-feira pelo Ministério da Justiça e Direitos Humanos chileno.

O balanço inclui dados de mortes e feridos contabilizados a partir de 19 de outubro, quando começaram os protestos e os tumultos, e segunda-feira de manhã, ou seja, não inclui os incidentes graves registrados na segunda-feira à tarde em Santiago, Concepción, Valparaíso e Antofagasta.

Nesse contexto, multiplicaram-se as queixas sobre violações de direitos humanos e violência institucional, o que levou as Nações Unidas a enviar uma missão especial ao Chile para investigá-las.

O Instituto Nacional de Direitos Humanos (NHRI) apresentou queixas para investigar os casos de cinco mortes causadas pela ação de agentes do Estado, além de outras 18 por violência sexual, 54 por tortura e mais der 50 por supostas detenções ilegais.

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