China acusa forças estrangeiras sobre ‘conivência’ com protestos em Hong Kong

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Publicado quinta-feira, 15 de agosto de 2019 as 11:46, por: CdB

A China acusou nesta quinta-feira forças estrangeiras não-identificadas de fomentar protestos violentos em Hong Kong.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

A China acusou nesta quinta-feira forças estrangeiras não-identificadas de fomentar protestos violentos em Hong Kong, advertindo-as que suas tentativas “coniventes” foram notadas e acabariam as prejudicando.

Embaixador da China no Reino Unido, Liu Xiaoming, durante entrevista coletova em Londres

– Forças estrangeiras devem parar de interferir nos assuntos de Hong Kong – disse o embaixador chinês no Reino Unido, Liu Xiaoming, a repórteres em Londres, “Parem de cooperar com ofensivas violentas, eles não devem interpretar mal a situação e ir pelo caminho errado; caso contrário, vão dar um tiro no próprio pé”.

Liu acrescentou, ainda, que “evidências indicam que a situação não teria piorado tanto se não fosse pela interferência e pelo estímulo de forças estrangeiras. Hong Kong é parte da China. Nenhum país estrangeiro deve interferir nos assuntos internos de Hong Kong”.

Liu também acusou a mídia ocidental de ser imparcial em suas reportagens e confundir certo e errado.

Encontro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta quinta-feira ao presidente chinês, Xi Jinping, que se reúna pessoalmente com os manifestantes de Hong Kong, dizendo que isso levaria ao fim das tensões que ocuparam o território por semanas.

– Se o presidente Xi se reunisse direta e pessoalmente com os manifestantes, haveria um final feliz e esclarecido para o problema de Hong Kong. Não tenho dúvidas! – afirmou Trump no Twitter.

Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a movimentação paramilitar da China ao longo da fronteira de Hong Kong, disse um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA na quarta-feira, alertando que a erosão contínua da autonomia do território põe em risco seu status especial nas relações exteriores.

O funcionário reiterou um apelo dos EUA para que todos os lados evitem a violência e disse ser importante o governo de Hong Kong respeitar “as liberdades de expressão e de reunião pacífica”.

“Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com relatos de movimentação paramilitar chinesa ao longo da fronteira de Hong Kong”, disse o porta-voz. “Os Estados Unidos fazem um apelo a Pequim com força a aderir aos seus compromissos… de permitir que Hong Kong exercite um grau alto de autonomia”.

“Repudiamos a violência e pedimos todos os lados a mostrar comedimento, mas continuamos firmes em nosso apoio à liberdade de expressão e à liberdade de reunião pacífica em Hong Kong”, disse o porta-voz. “A erosão contínua da autonomia de Hong Kong põe em risco seu status especial longamente estabelecido nas relações exteriores”.

Uma lei norte-americana de 1992 garante tratamento preferencial a Hong Kong em questões comerciais e econômicas em comparação com a China. Entre as áreas de tratamento especial estão vistos, aplicação da lei e investimentos.

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