China aprova início de testes de vacinas experimentais 

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Publicado terça-feira, 14 de abril de 2020 as 10:54, por: CdB

As vacinas estão sendo desenvolvidas pela Sinovac Biotech, listada na Nasdaq e sediada em Pequim, e pelo Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, uma afiliada do estatal Grupo Farmacêutico Nacional da China.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

A China aprovou testes humanos em estágio inicial para duas vacinas experimentais que podem combater o novo coronavírus que já matou mais de 100 mil pessoas em todo o mundo, informou a agência estatal Xinhua nesta terça-feira.

Agente de saúde com roupa de proteção aguarda resultado de exames para covid-19 em Wuhan, epicentro da doença na China
Agente de saúde com roupa de proteção aguarda resultado de exames para covid-19 em Wuhan, epicentro da doença na China

As vacinas estão sendo desenvolvidas pela Sinovac Biotech, listada na Nasdaq e sediada em Pequim, e pelo Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan, uma afiliada do estatal Grupo Farmacêutico Nacional da China.

Em março, a China recebeu autorização para outro teste clínico de um candidato a vacina contra a covid-19 desenvolvido pela Academia de Ciências Médicas Militares da China e pela empresa de biotecnologia CanSino Bio, logo após o grupo norte-americano Moderna informar que havia iniciado testes em humanos para a vacina com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos.

Recorde de casos

Heilongjiang, província do nordeste da China que faz fronteira com a Rússia, se tornou o novo campo de batalha do país contra o coronavírus, à medida que as autoridades relataram o maior número de casos diários novos em quase seis semanas, resultado da entrada de viajantes infectados do exterior.

A China teme que um aumento de casos importados provoque uma segunda onda de covid-19 e volte a deixar o país em estado de quase paralisia.

Um total de 108 casos novos de coronavírus foram relatados na China continental no domingo, mais do que os 99 do dia anterior e o maior número de casos desde que 143 infecções foram comunicadas em 5 de março.

A Comissão Nacional de Saúde disse que 98 dos casos novos são importados, um novo recorde. Um total de 49 cidadãos chineses que entraram em Heilongjiang vindos da Rússia tiveram diagnósticos positivos.

– Nossa cidadezinha aqui, achávamos que era o lugar mais seguro – disse um morador da cidade fronteiriça de Suifenhe que só informou o sobrenome Zhu.

– Alguns cidadãos chineses querem voltar, mas não é muito delicado, o que vocês querem aqui?

Embora a cifra diária de infecções no país tenha diminuído acentuadamente na comparação com o pico da epidemia, em fevereiro, a China viu o número diário subir desde uma baixa de 12 de março por causa do aumento de casos importados.

Cidades chinesas próximas da divisa russa estão endurecendo os controles na fronteira e impondo quarentenas mais severas em reação ao influxo de pacientes infectados do país.

A rota terrestre

Na semana passada, Suifenhe anunciou restrições adicionais à circulação e a aglomerações semelhantes às impostas na cidade de Wuhan, onde o surto de coronavírus surgiu no final do ano passado, e prorrogou o fechamento de sua fronteira com a Rússia.

A rota terrestre através da cidade havia se tornado uma das poucas opções disponíveis para cidadãos chineses que tentavam entrar na China depois que a Rússia suspendeu todos os voos para a nação vizinha.

Agora Suifenhe e Harbin, capital de Heilongjiang, estão obrigando todos os recém-chegados do exterior a cumprirem 28 dias de quarentena, além de exames de ácido nucleico e anticorpos.

As ruas de Suifenhe estavam virtualmente vazias na noite de domingo devido às restrições à circulação. Moradores disseram que muitas pessoas deixaram a cidade à medida que o número de infectados atravessando a divisa aumentou.

– Não preciso me preocupar –disse Zhao Wei, outro morador de Suifenhe, à agência inglesa de notícias Reuters. “Se houvesse uma transmissão local, me preocuparia, mas não houve sequer uma. São todas da fronteira, mas todas foram postas em quarentena”.

 

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