China comete ‘genocídio’ contra uigures, diz governo Joe Biden

Arquivado em: América do Norte, Ásia, Destaque do Dia, Europa, Mundo, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 31 de março de 2021 as 13:43, por: CdB

 

Pela primeira vez, o governo de Joe Biden acusou formalmente a China de cometer um “genocídio” contra a minoria muçulmana uigur em Xinjiang. A declaração foi assinada pelo secretário de Estado, Antony Blinken, e consta no Relatório sobre Práticas dos Direitos Humanos.

Por Redação, com ANSA – de Washington

Pela primeira vez, o governo de Joe Biden acusou formalmente a China de cometer um “genocídio” contra a minoria muçulmana uigur em Xinjiang. A declaração foi assinada pelo secretário de Estado, Antony Blinken, e consta no Relatório sobre Práticas dos Direitos Humanos publicado na terça-feira.

Blinken assinou relatório que cita perseguição às minorias

“Na China, as autoridades governamentais cometeram um genocídio contra os uigures, que são predominantemente muçulmanos, e crimes contra a humanidade incluindo aprisionamento, tortura, esterilização forçada e perseguição contra os uigures e membros de outras minorias étnicas e religiosas”, diz o prefácio assinado por Blinken.

O termo foi usado pela primeira vez pelo governo norte-americano em 19 de janeiro. Porém, à época, quem fez a citação foi o ex-secretário de Estado Mike Pompeo, ainda na gestão de Donald Trump, a poucas horas da posse de Biden como presidente.

Até então, o governo do democrata usava termos mais amenos e dizia que estava acompanhando a situação.

“Genocídio cultural”

O termo voltou à tona no início do mês de março após diversas matérias da mídia britânica, com base em um estudo feito pela Universidade de Nankai, acusarem o governo chinês de provocar um “genocídio cultural” por conta dos “programas de trabalhos forçados e os protocolos de transferência de locais de trabalho” dos uigures.

A China sempre negou a perseguição aos uigures que moram na província de Xinjiang e disse que tudo não passa de uma “mentira” inventada por ONGs e por governos internacionais para atacar Pequim.