China eleva apoio a acordo comercial parcial com os EUA

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Publicado sexta-feira, 11 de outubro de 2019 as 11:00, por: CdB

Grupos empresariais demonstraram otimismo de que os dois lados possam aliviar o conflito e adiar o aumento de tarifas dos EUA marcado para a próxima semana.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

Um jornal estatal chinês afirmou na sexta-feira que um acordo comercial “parcial” vai beneficiar a China e os Estados Unidos, e que os EUA deveriam aceitar a oferta na mesa, refletindo o objetivo chinês de aliviar a disputa antes que mais tarifas norte-americanas entrem em vigor.

Ambos os lados adotaram tarifas sobre centenas de bilhões de dólares em produtos durante os 15 meses da disputa comercial, que abalou mercados financeiros e afetou as cadeias de oferta com as empresas alterando os locais de produção.

O jornal oficial China Daily disse em um editorial em inglês: “um acordo parcial é um objetivo mais factível”
O jornal oficial China Daily disse em um editorial em inglês: “um acordo parcial é um objetivo mais factível”

Conforme negociadores dos EUA e da China encerraram um primeiro dia de discussões comerciais em mais de dois meses na quinta-feira, grupos empresariais demonstraram otimismo de que os dois lados possam aliviar o conflito e adiar o aumento de tarifas dos EUA marcado para a próxima semana.

O principal negociador da China, o vice-premiê Liu He, disse na quinta-feira que o país está disposto a alcançar um acordo com os EUA sobre questões que importam para ambos os lados, buscando evitar piora dos atritos. Somando-se a isso, o jornal oficial chinês China Daily disse em um editorial em inglês: “um acordo parcial é um objetivo mais factível”.

Horas antes de uma esperada reunião entre Liu e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, o regulador de títulos da China apresentou um cronograma para retirar limites de propriedade estrangeira em empresas de futuros, títulos e fundos mútuos pela primeira vez.

Acordo cambial

Um acordo cambial entre Estados Unidos e China, apresentado como um símbolo do progresso nas negociações comerciais desta semana entre as duas maiores economias do mundo, repetiria amplamente promessas anteriores da China, dizem especialistas, e não mudará a relação entre o dólar e o iuan, que tem sido uma pedra no sapato do presidente norte-americano Donald Trump.

Tal acordo, no entanto, proporcionaria ao Tesouro dos EUA uma oportunidade de recuar do que especialistas de câmbio dizem ter sido uma declaração equivocada em agosto de que a China é uma “manipuladora de moedas”, reduzindo o valor do iuan para obter “vantagens competitivas injustas no comércio internacional”.

Pouco se sabe sobre a estrutura de um acordo cambial em que a Câmara de Comércio dos EUA disse que os negociadores norte-americanos e chineses estavam trabalhando na quinta-feira, nas primeiras negociações comerciais de alto nível desde julho, mas é amplamente esperado que inclua uma promessa de ambos os lados de evitarem desvalorizar suas moedas para obter vantagens comerciais competitivas.

Como membros do Grupo das 20 principais economias, os Estados Unidos e a China já concordaram com esses termos, começando em 2010. Não está claro como um pacto com os Estados Unidos pode mudar o comportamento de Pequim.

– Em essência, não vejo nada em um acordo cambial que causaria uma mudança significativa na atual dinâmica do mercado de câmbio iuan/dólar – disse Mark Sobel, ex-funcionário de longa data do Tesouro dos EUA e do Fundo Monetário Internacional.

Myron Brilliant, chefe de assuntos internacionais da Câmara de Comércio dos EUA, disse que um acordo cambial provavelmente será acompanhado do cancelamento pelos Estados Unidos de uma alta tarifária planejada sobre US$ 250 bilhões em importações chinesas, de 25% para 30%.

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