China e EUA firmam acordo para passar fase na guerra comercial entre os países

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Publicado quarta-feira, 15 de janeiro de 2020 as 19:09, por: CdB

Autoridades dos EUA chamaram o acordo de uma enorme vitória que marcou uma mudança significativa nas relações de Washington com a China. Disseram, no entanto, que incluiram uma dura medida de cumprimento do acordo que poderia desencadear novas tarifas se Pequim não cumprir com suas promessas.

 

Por Redação, com Reuters – de Washington

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, assinaram, nesta quarta-feira, a fase um do acordo comercial, o que reduz algumas tarifas e permitirá à China impulsionar as compras de bens e serviços norte-americanos. O ato reduz a temperatura no conflito de 18 meses entre as duas maiores economias do mundo.

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China terá meta de crescimento ao redor de 6% para 2020, dizem fontes, com o fim da guerra comercial com os EUA

Liu disse que os dois lados trabalharão com maior proximidade para obter resultados tangíveis e alcançar uma relação de benefício mútuo, apesar das diferenças em seus modelos políticos e econômicos, informou nesta quarta-feira a agência de notícias oficial da China Xinhua.

Autoridades dos EUA chamaram o acordo de uma enorme vitória que marcou uma mudança significativa nas relações de Washington com a China. Disseram, no entanto, que incluiram uma dura medida de cumprimento do acordo que poderia desencadear novas tarifas se Pequim não cumprir com suas promessas.

Convidados

A fase um do acordo contém uma guerra comercial marcada por tarifas dos dois lados que atingiram centenas de bilhões de dólares em mercadorias, prejudicando mercados financeiros, afetando cadeias de fornecimento e desacelerando o crescimento global.

Alguns analistas e economistas questionaram se o resultado das arrastadas negociações justificava os danos à economia.

Trump e Liu, que liderou o lado chinês nas negociações comerciais com Washington, assinaram a fase um do acordo de 86 páginas em uma solenidade, da Casa Branca, que teve início pontualmente às 13h30 (horário de Brasília), com a presença de mais de 200 convidados dos círculos empresarial, governamental e diplomático.

Agricultura

O ponto central do acordo é uma promessa da China de comprar mais US$ 200 bilhões em produtos agrícolas e outros bens e serviços dos EUA, ao longo de dois anos. Isso ajudará a reduzir o déficit comercial bilateral dos EUA em bens, que atingiu um pico de US$ 420 bilhões em 2018. Os Estados Unidos tiveram um pequeno superávit comercial de serviços com a China de US$ 40,5 bilhões, em 2018.

O principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, disse que o acordo exige que a China compre mais US$ 75 bilhões em bens manufaturados dos EUA durante o período de dois anos.

A fase um do acordo, alcançada em dezembro, cancelou as tarifas programadas dos EUA sobre celulares, brinquedos e laptops de fabricação chinesa e reduziu para 7,5% a tarifa sobre cerca de US$ 120 bilhões de outros produtos chineses, incluindo televisões de tela plana, fones de ouvido sem fio e calçados.

Tarifas

Ainda assim, os EUA manterão tarifas de 25% sobre uma vasta gama de produtos e componentes industriais chineses, no valor de US$ 250 bilhões, utilizados por fabricantes norte-americanos.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse à rede norte-americana de TV CNBC, nesta quarta-feira, que o acordo impulsionará a economia norte-americana e que Washington poderá baixar as tarifas como parte de uma fase dois do acordo que abordará questões complexas como cibersegurança.

O Global Times da China disse, por sua vez, que as discussões da fase dois podem não começar tão cedo.

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