China: hospital construído em oito dias começa a receber vítimas do coronavírus

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Publicado segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020 as 14:49, por: CdB

Construído em meros oito dias, um hospital chinês dedicado a tratar pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Wuhan, o epicentro da epidemia, começou a receber pacientes nesta segunda-feira.

Por Redação, com Reuters – de Pequim/Moscou

Construído em meros oito dias, um hospital chinês dedicado a tratar pessoas infectadas pelo novo coronavírus em Wuhan, o epicentro da epidemia, começou a receber pacientes nesta segunda-feira, disse a mídia estatal.

Vista aérea do hospital Huoshenshan, pouco antes de ser concluído
Vista aérea do hospital Huoshenshan, pouco antes de ser concluído

O hospital Huoshenshan, ou “Montanha do Deus Fogo”, foi concebido para acolher mil pacientes com infecções confirmadas para amenizar a falta de leitos em outros locais da cidade agora que o vírus está se disseminando.

A epidemia já matou 361 pessoas, contaminou mais de 17 mil na China e ao menos 171 no exterior. Há mais de 11 mil casos na província de Hubei, onde Wuhan se localiza, noticiou a televisão estatal nesta segunda-feira.

A epidemia

A construção do Huoshenshan se inspirou em um hospital erguido em Pequim em 2003 para o combate à Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars). Mais de 7,5 mil operários participaram do projeto a toque de caixa, que começou em 25 de janeiro e foi concluído neste final de semana.

A China está construindo um segundo hospital de 1,6 mil leitos em Wuhan para tratar os pacientes com coronavírus. O Leishenshan, ou “Montanha do Deus do Trovão”, deve ser finalizado em 5 de fevereiro.

Rússia suspende trem para Pequim

A Rússia disse nesta segunda-feira que pode deportar estrangeiros que forem diagnosticados com coronavírus, e enviou aviões militares para retirar seus cidadãos da província chinesa que está no epicentro da epidemia que já matou 361 pessoas.

A Rússia, que tem uma fronteira terrestre de 4,3 mil quilômetros com a China, relatou seus dois primeiros casos do vírus na semana passada nas regiões siberianas de Tyumen e Zabaykalsk, ambos envolvendo cidadãos chineses.

A Rússia suspendeu os trens de passageiros rumo à China na noite de domingo, e o último trem de Pequim entrou na Rússia vazio depois que 136 passageiros – todos cidadãos chineses – foram desembarcados na fronteira, relatou a agência de notícias RIA.

Moscou já restringiu os voos diretos para a China, sua maior parceira comercial, e os voos restantes estão sendo reorganizados em um terminal separado do Aeroporto Internacional Sheremetyevo da capital.

“Ainda não estamos assustados, mas se os médicos diagnosticarem casos (de coronavírus) em Moscou, aí é claro (que ficaremos)”, disse uma autoridade de segurança, que usava máscara, em um posto de verificação do terminal de voos para a China à agência inglesa de notícias Reuters.

A partir de terça-feira, Sheremetyevo será o único local em que cidadãos estrangeiros vindos da China pelo ar poderão entrar na Rússia.

Guardas de fronteira e autoridades alfandegárias dos aeroportos de Moscou estão usando luvas e máscaras cirúrgicas. Na cidade, pessoas têm corrido para armazenar máscaras e algumas farmácias estão sem estoque, noticiou o jornal Vedomosti.

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