China tem dúvidas sobre acordo comercial com os EUA

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Publicado quinta-feira, 31 de outubro de 2019 as 11:25, por: CdB

Autoridades chinesas disseram a visitantes e em outras conversas privadas que a China não vai ceder nas questões mais espinhosas.

Por Redação, com Reuters – de Pequim

Autoridades chinesas têm dúvidas sobre se será possível alcançar um acordo comercial abrangente de longo prazo com os Estados Unidos e o presidente Donald Trump, informou a Bloomberg nesta quinta-feira, citando fontes anônimas.

Autoridades chinesas disseram a visitantes e em outras conversas privadas que a China não vai ceder nas questões mais espinhosas, disse a matéria.

Reportagem diz que autoridades chinesas disseram a visitantes e em outras conversas privadas que a China não vai ceder nas questões mais espinhosas
Reportagem diz que autoridades chinesas disseram a visitantes e em outras conversas privadas que a China não vai ceder nas questões mais espinhosas

As autoridades chinesas também estão preocupadas sobre a natureza impulsiva de Trump e o risco de que ele possa dar as costas mesmo para o acordo provisório que ambos os lados querem assinar nas próximas semanas, disse a Bloomberg.

Nesta semana, o Escritório do Representante de Comércio (USTR) dos Estados Unidos estuda estender uma suspensão de cobrança de tarifas sobre US$ 34 bilhões em produtos chineses prevista para expirar em 28 de dezembro.

O USTR, principal agência de comércio dos EUA, disse que receberia comentários sobre a proposta de suspensão de tarifas de 1º de novembro a 30 de novembro. Em dezembro de 2018, o USTR disse que, a pedido de importadores dos EUA, US$ 34 bilhões em importações de produtos chineses ficariam isentos de uma tarifa de 25% imposta pela primeira vez em julho de 2018.

Em sua decisão sobre a possível prorrogação da suspensão de tarifas, o USTR vai avaliar os esforços dos importadores de obter os mesmos produtos nos Estados Unidos ou em terceiros países, de acordo com comunicado.

Atividade industrial encolhe

A atividade industrial na China encolheu pelo sexto mês seguido em outubro e mais do que o esperado, enquanto a expansão do setor de serviços enfraqueceu em meio ao crescimento econômico mais fraco do país em quase 30 anos.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) para a indústria caiu a 49,3 em outubro, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional de Estatísticas, contra 49,8 em setembro. A marca de 50 separa crescimento de contração

Índices recuam

Os índices acionários chineses encerraram em queda nesta quinta-feira, com dados fracos da indústria levantando preocupações sobre o ritmo do suporte do governo para reforçar a economia.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, registrou um recuo de 0,11%, enquanto o índice de Xangai apresentou uma queda de 0,35%.

O banco central da China foi contra as expectativas do mercado de que iria emitir empréstimos direcionados a médio prazo em outubro, aumentando a incerteza sobre como as autoridades planejam estabilizar a economia à medida que o crescimento se aproxima de mínimas 30 anos.

Analistas concordam que são necessários mais estímulos para retomar a atividade e fortalecer a confiança dos negócios, mas acredita-se que um salto recente na inflação ao consumidor e preocupações com o aumento dos riscos da dívida estejam deixando as autoridades cautelosas em tomar medidas mais agressivas.

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