China pede que Tesla mantenha produtos consistentes diante de reclamações de clientes

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Publicado terça-feira, 10 de março de 2020 as 12:22, por: CdB

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação instou a Tesla nesta terça-feira a garantir a consistência, qualidade e segurança do produto, de acordo com um comunicado no site do Ministério.

Por Redação, com Reuters – de Pequim/Luxemburgo 

O Ministério da Indústria da China disse nesta terça-feira que pediu à Tesla que mantenha seus veículos fabricados na China consistentes depois que alguns clientes do país reclamaram que a montadora colocou chips menos avançados em seus carros.

Os chips HW3.0 são necessários para o modo de direção autônoma total da Tesla
Os chips HW3.0 são necessários para o modo de direção autônoma total da Tesla

A Tesla começou a entregar os sedãs elétricos Model 3 fabricados em sua fábrica de US$ 2 bilhões em Xangai em dezembro, mas alguns clientes disseram em redes sociais que as unidades de controle em seus carros possuíam chips HW2.5, menos avançados que o chip HW3.0 listado em suas especificações.

Qualidade e segurança do produto

O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação instou a Tesla nesta terça-feira a garantir a consistência, qualidade e segurança do produto, de acordo com um comunicado no site do Ministério.

Os chips HW3.0 são necessários para o modo de direção autônoma total da Tesla, um recurso opcional para os clientes que encomendam carros da empresa.

Em um post em sua conta do Weibo na semana passada, a Tesla disse que a troca se deve à falta de fornecimento dos chips HW3.0 e a empresa substituirá o chip para clientes que receberem carros com os sistemas HW2.5.

A Tesla não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Intel

A Intel disse nesta terça-feira que os reguladores antitruste da União Europeia erraram ao multar a fabricante de chips em 1,06 bilhão de euros (US$ 1,2 bilhão) há mais de uma década por prejudicar uma rival britânica em um caso que pode afetar o Google e a Qualcomm.

A empresa expôs seus argumentos no Tribunal Geral em uma nova audiência de um caso visto como um teste ao poder da Comissão Europeia de perseguir gigantes de tecnologia dos EUA que oferecem incentivos, como descontos para atrair clientes dos concorrentes.

As autoridades antitruste da UE em 2009 disseram que a Intel tentou bloquear a AMD concedendo descontos às fabricantes de computadores Dell, HP, NEC e Lenovo por comprar a maior parte de seus chips da Intel.

Fiscalização

O Tribunal Geral está ouvindo o caso pela segunda vez depois que o Tribunal de Justiça da UE (TJUE), o mais importante da Europa, em 2017 discordou da sua decisão de 2014 que apoiava a decisão da Comissão, em um grande revés para o órgão de fiscalização de concorrência da UE.

O TJUE disse ao tribunal inferior para reexaminar o caso e analisar se os descontos de exclusividade realmente prejudicaram a concorrência.

A decisão da Comissão foi fundamentalmente falha, disse o advogado da Intel, Daniel Beard, ao painel de cinco juízes.

O advogado da Comissão, Nicholas Khan, criticou a Intel por tentar reabrir o caso, afirmando que foi avaliado exaustivamente em 2014.

A Qualcomm contestou uma multa da UE de 997 milhões de euros por pagar à Apple para usar apenas seus chips, barrando rivais como a Intel.

O Google, da Alphabet, também contestou uma multa antitruste da UE de 4,34 bilhões de euros, cobrada pelo uso de seu sistema operacional móvel Android para prejudicar rivais.

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