China e Vaticano reúnem seus representantes em novo passo pela reaproximação

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Publicado sábado, 15 de fevereiro de 2020 as 16:11, por: CdB

O chanceler chinês, Wang Yi, reuniu-se com o secretário das Relações com Estados do Vaticano, monsenhor Paul Gallagher, às margens de uma conferência sobre segurança realizada na cidade alemã.

 

Por Redação, com Ansa – de Munique, Alemanha

 

Os ministros das Relações Exteriores da China e do Vaticano realizaram um inédito encontro, em Munique, na Alemanha, no final da tarde passada e deram mais um passo na reaproximação entre os dois países, que não têm relações diplomáticas desde 1951. A foto do encontro foi divulgada neste sábado.

O secretário das Relações com Estados do Vaticano, monsenhor Paul Gallagher, cumprimenta o chanceler chinês, Wang Yi
O secretário das Relações com Estados do Vaticano, monsenhor Paul Gallagher, cumprimenta o chanceler chinês, Wang Yi

O chanceler chinês, Wang Yi, reuniu-se com o secretário das Relações com Estados do Vaticano, monsenhor Paul Gallagher, às margens de uma conferência sobre segurança realizada na cidade alemã.

— Hoje é o primeiro encontro entre os ministros das Relações Exteriores da China e do Vaticano. Isso vai abrir mais espaço para futuros intercâmbios entre os dois lados — disse Wang, citado pelo “Diário do Povo”, jornal oficial do Partido Comunista.

Já a Santa Sé definiu a conversa como “cordial” e destacou “desenvolvimentos positivos” nos contatos com Pequim.

Bispos

China e Vaticano romperam relações diplomáticas em 1951, quando o menor país do mundo reconheceu a independência de Taiwan, que ainda é visto pela nação asiática como parte de seu território e uma “província rebelde”.

Durante décadas, os cerca de 12 milhões de católicos chineses viveram divididos entre uma conferência de bispos escolhida pelo Partido Comunista e um braço da Igreja Apostólica Romana que atuava na clandestinidade.

Em 2018, no entanto, os dois lados assinaram um acordo para permitir que o Vaticano voltasse a ter papel ativo na nomeação de bispos na China, que até então eram escolhidos à revelia do Papa. Apesar disso, padres e bispos no país ainda são obrigados a se alinhar com a igreja oficial.

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