Chuvas deixam mais de 500 desalojados em São Paulo

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, São Paulo, Últimas Notícias
Publicado terça-feira, 11 de fevereiro de 2020 as 11:56, por: CdB

Segundo o balanço da Defesa Civil estadual divulgado na manhã desta terça-feira, os estragos foram maiores no Vale do Ribeira, na região metropolitana da capital paulista, na Baixada Santista e no Alto Tietê.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

Pelo menos 516 pessoas ficaram desalojadas e 142 estão desabrigadas devido às chuvas que atingiram o Estado de São Paulo na segunda. Segundo o balanço da Defesa Civil estadual divulgado na manhã desta terça-feira, os estragos foram maiores no Vale do Ribeira, na região metropolitana da capital paulista, na Baixada Santista e no Alto Tietê.

Chuvas deixam mais de 500 desalojados e 142 desabrigados
Chuvas deixam mais de 500 desalojados e 142 desabrigados

Em Botucatu, 80 pessoas estão desabrigadas e 27 ficaram desalojadas. De acordo com a prefeitura, 20 casas ficaram de baixo d’água com o transbordamento do Rio Lavapés. A força da enxurrada arrancou sete pontes e danificou outras cinco na cidade. O município decretou situação de emergência, assim como Laranjal Paulista e Taboão da Serra.

Em Taboão da Serra, na Grande São Paulo, 32 pessoas ficaram desalojadas. Ao todo, 190 residências foram atingidas pelos alagamentos decorrentes de transbordamento de córregos no município. Além disso, foram registrados três deslizamentos de terra que afetaram outras oito residências.

Também na região metropolitana da capital, Itaquaquecetuba teve quatro bairros inundados e um veículo caiu dentro de um córrego. As chuvas causaram ainda 19 desmoronamentos. Os estragos deixaram 100 desalojados e 28 desabrigados.

Os municípios de Andradina, Salto, Santa Cruz da Esperança estão com situação de emergência decretada desde o início da semana passada.

A Defesa Civil distribuiu até o momento 12 toneladas de mantimentos e produtos para ajuda humanitária nas cidades atingidas pelas chuvas.

Apesar do afastamento da frente fria da costa paulista, a previsão para esta terça-feira é de continuidade das chuvas em todo o Estado.

Prejuízo

A avaliação foi feita pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), levando em consideração os setores sensíveis à compra por impulso, como supermercados, farmácias, vestuário, lojas de artigos esportivos, de livros e revistas, entre outros.

O cálculo leva em conta os danos causados pelas vias alagadas e a falta de possibilidade de locomoção, impedindo trabalhadores de chegar às lojas, atrasando sua chegada ou mesmo impedindo-os de sair de casa. A FecomercioSP considerou que as enchentes e os problemas com transporte público reduziram a circulação de pessoas nos comércios e de compradores que vão às lojas no horário de almoço ou no fim do expediente.

“Essas compras por impulso respondem por uma parte do resultado do comércio. Isso afeta menos as vendas de eletrodoméstico ou carros, que são compras programadas e que, nesse caso, foram adiadas. Além disso, muitos varejistas não abriram as lojas, prevendo um dia mais fraco de vendas e com pouco retorno, ou ainda que não teriam funcionários suficientes para atender todos os clientes”, ressaltou a Fecomercio, por meio de nota.

De acordo com a federação, o montante de R$ 110 milhões representa 11% da média diária de vendas do varejo no mês de fevereiro, ou seja 0,4% das vendas de um mês, na capital paulista, Osasco, Guarulhos e as cidades do ABCD.

“A FecomercioSP entende que a situação crítica tende a ser pontual, pois, segundo previsão meteorológica, mesmo com a indicação de dias chuvosos pelo resto da semana, isso não deve ocorrer na mesma magnitude que atingiu a região na madrugada desta segunda e que se prolongou por grande parte do dia. Com isso, o impacto mais expressivo na economia deve se concentrar apenas nessa data”, avaliou a instituição.

Ainda segundo os cálculos, a paralisação das atividades na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) ontem, deve geral prejuízo de cerca de R$ 21 milhões no local. “O faturamento anual da companhia é de aproximadamente R$ 7,8 bilhões. A Ceagesp é uma grande central de abastecimentos e comercialização de produtos como frutas, legumes, verduras.”

Para a entidade, as chuvas e as enchentes não devem ter impacto sobre os preços (na inflação), como houve durante a greve dos caminhoneiros em maio de 2018. “Em princípio, a produção no interior do Estado não foi afetada. De outra forma, isso poderia agravar a situação e diminuir a oferta de produtos, aumentado os preços”.