Cientista político analisa participação de Bolsonaro em esquema de corrupção, no governo

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Publicado quinta-feira, 1 de julho de 2021 as 16:07, por: CdB

A nomeação de Dias foi atribuída ao deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Barros, no entanto, negou envolvimento na escolha do agente. Ainda nesta quarta-feira, o ex-deputado Abelardo Lupion (DEM-PR) assumiu ter feito a indicação do ministério.

Por Redação – de São Paulo

O cientista político Wagner Romão, professor da Unicamp, chama a atenção para a longa permanência no governo do ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias. Ele é acusado de ter cobrado propina de US$ 1 por dose em negociação para a aquisição de 400 milhões de vacinas da AstraZeneca. Além disso, Dias também foi citado pelos irmãos Miranda por ter feito pressão pela liberação da importação de 20 milhões de doses da Covaxin.

O ministro Mandetta tem sido perseguido por Bolsonaro e ameaçado de demissão
O ministro Mandetta exercia o cargo quando Dias chegou ao cargo, indicado por um parlamentar da base bolsonarista

Dias chegou ao ministério ainda com Luiz Henrique Mandetta e permaneceu na função durante as gestões Teich, Pazuello e Queiroga. Ele foi exonerado oficialmente apenas na última quarta-feira, após denúncia de Luiz Paulo Dominguetti Pereira ao diário conservador paulistano Folha de S.Paulo sobre o pedido de propina.

— Se ele permaneceu esse período todo, quem sustenta figuras como Roberto Dias é o próprio Bolsonaro — disse Romão, a jornalistas..

 Trajetória

A nomeação de Dias foi atribuída ao deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara. Barros, no entanto, negou envolvimento na escolha do agente. Ainda nesta quarta-feira, o ex-deputado Abelardo Lupion (DEM-PR) assumiu ter feito a indicação do ministério. Em outubro, Dias chegou a ser indicado, com apoio do DEM, para ocupar cargo na diretoria da Anvisa.

Mas Bolsonaro voltou atrás na indicação, após a revelação de que Roberto Dias havia assinado um contrato com suspeita de irregularidades para a compra de 10 milhões de kits para testes de covid-19. O ministro Eduardo Pazuello, então, encaminhou a exoneração do diretor, que não foi consumada por Bolsonaro.

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