Cientistas descobrem que Lua perde água durante chuvas de meteoros

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Publicado quarta-feira, 17 de abril de 2019 as 12:27, por: CdB

Esta é a primeira vez que o fenômeno é relatado e servirá para compreender mais a fundo a história da água lunar, um recurso essencial para realizar operações longas em nosso satélite natural, bem como para explorar o espaço sideral.

Por Redação, com Sputnik – de Nova York

As chuvas de meteoros que atingem a Lua geram uma fina e momentânea atmosfera de vapor de água em nosso satélite, explica a agência espacial americana.

Cientistas da NASA descobrem que Lua perde água durante chuvas de meteoros

A água provém de uma fina camada da superfície lunar onde as moléculas de H2O se ligaram a pedaços de solo e rocha, relataram os cientistas da NASA e do Laboratório de Física Aplicada (APL) da Universidade Johns Hopkins, com sede em Laurel, nos EUA.

Esta é a primeira vez que o fenômeno é relatado e servirá para compreender mais a fundo a história da água lunar, um recurso essencial para realizar operações longas em nosso satélite natural, bem como para explorar o espaço sideral.

As informações foram coletadas pela missão robótica Explorador Ambiental de Poeira e Atmosfera Lunar (LADEE), que entre 2013 e 2014 coletou dados sobre a estrutura e composição da atmosfera lunar.

Um estudo revelou que a sonda LADEE registrou recentemente quatro chuvas de meteoritos contra a Lua, ocorridas entre janeiro e abril de 2014, disse Mehdi Benna, do laboratório Centro de Voos Espaciais Goddard (GSFC) da NASA.

Para que ocorra a liberação da água lunar, é preciso que os meteoritos penetrem na superfície do satélite em pelo menos 8 centímetros, pois é nessa faixa de solo que está localizada uma fina camada hidratada onde as moléculas de água provavelmente aderem a pedaços de solo e rocha.Assim que ocorre a colisão do meteorito, dois terços do vapor gerado acabam no espaço, enquanto a parcela restante assenta na superfície da Lua.

– Sabemos que parte da água provém da Lua porque a massa de água que é liberada é maior que a que há nos meteoritos em questão – disse Dana Hurley, membro do APL e participante da pesquisa, adicionando que essa água solta provavelmente remonta ao tempo em que nosso satélite natural se formou.

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