Cientistas descobrem ‘ponte’ de rádio em aglomerados de galáxias muito distantes

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Publicado sábado, 29 de agosto de 2020 as 15:37, por: CdB

Esta ponte é uma das maiores estruturas observadas no Universo e aproxima os cientistas de um objetivo fundamental – observar as emissões diretas da teia cósmica de matéria escura e hidrogênio.

Por Redação, com Sputniknews – de Moscou

A descoberta da “ponte” de rádio é mais um passo fascinante para observar a teia cósmica – a vasta rede de matéria escura e hidrogênio gasoso que se acredita que forma o suporte principal do Universo. Pela segunda vez, os astrônomos observam uma enorme ponte de emissões de rádio entre dois aglomerados de galáxias que estão prestes a colidir.

Estações de rádio vasculham o céu visível em busca de novas pistas sobre a formação do universo
Estações de rádio vasculham o céu visível em busca de novas pistas sobre a formação do universo

Esta ponte é uma das maiores estruturas observadas no Universo e aproxima os cientistas de um objetivo fundamental – observar as emissões diretas da teia cósmica de matéria escura e hidrogênio.

Os cientistas descobriram a ponte de emissões entre os aglomerados de galáxias Abell 1758N e Abell 1758S usando uma rede de radiotelescópios de baixa frequência (LOFAR, na sigla em inglês) localizada nos Países Baixos.

Teia cósmica

LOFAR foi projetada em parte para procurar essas emissões de rádio, que têm comprimentos de onda mais longos e frequências mais baixas do que a luz no espectro visível.

Segundo Andrea Botteon, um pesquisador de pós-doutorado do Observatório de Leiden, Países Baixos, e principal autor do estudo, “[este é] o primeiro passo para aquilo que os astrofísicos gostariam de detectar pela primeira vez, que é a teia cósmica”, disse, revela portal Vice.

— Essas pontes podem ser imaginadas como pequenos filamentos, e a teia cósmica é formada por uma rede de filamentos muito maiores do que as pontes que conectam todos os aglomerados no Universo — explicou.

Se uma partícula estivesse se movendo à velocidade da luz, seriam preciso 6,5 milhões de anos para ela atravessar a ponte de rádio descoberta entre os aglomerados A1758.