Ciro amplia conversa com setores ao centro do PT em busca de voto

Arquivado em: Brasil, Últimas Notícias
Publicado sábado, 21 de abril de 2018 as 17:33, por: CdB

Presidenciável do PDT, o ex-governador Ciro Gomes amplia o diálogo com setores mais capitalistas do PT.

 

Por Redação – de Belo Horizonte

 

Na entrega da Medalha da Inconfidência, neste sábado, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) estendeu um tapete vermelho para o candidato do PDT ao Palácio do Planalto, o ex-governador do Ceará, Ciro Gomes. Pimentel e o ex-governador Tarso Genro (PT-RS) alinham-se a setores do partido mais distantes da esquerda socialista. Neste campo, os presidenciáveis Manuela D’Ávila (PCdoB) e Guilherme Boulos (PSOL) levam vantagem.

Hoje no partido fundado por Leonel Brizola (D), Ciro Gomes busca apoio de parte do PT
Hoje no partido fundado por Leonel Brizola (D), Ciro Gomes busca apoio de parte do PT

No discurso de despedida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há três semanas, antes de se entregar à Justiça e ser preso, D’Ávila e Boulos abraçaram o líder petista e receberam dele a promessa de um apoio valioso. Lula é líder absoluto junto ao eleitorado brasileiro, para mais um mandato. Uma vez impedido, judicialmente, seu espólio nas urnas tende a se dirigir a quem ele indicar.

Pimentel e Genro, no entanto, integram uma ala petista, a Mensagem ao PT, mais distante da Articulação de Esquerda, que se aproxima de D’Ávila e Boulos. Tanto o atual quanto o ex-governador de Estados marcados pela influência política no país, portanto, estariam mais inclinados a apoiar alguém como Ciro Gomes. Trata-se do pré-candidato pedetista, legenda fundada por Leonel de Moura Brizola, mas que navega com desenvoltura junto ao mercado financeiro.

Amigos

Pimentel e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), têm recebido emissários do pré-candidato cearense e, na última quinta-feira, quando da visita de Ciro à capital mineira, o diálogo fluiu no sentido de uma aproximação das três legendas em torno de um candidato que abrigasse parte da esquerda; apesar da presença sempre bem vinda nos círculos empresariais.

Na eleição passada, Ciro almoçou com Lacerda e, logo em seguida, tomou café com Pimentel.

— Sou muito amigo de todo mundo aqui em Minas, com exceção dos Cardoso. O resto todo sou amigo — afirmou Ciro, à época. Nada mudou, desde então, nos relacionamentos entre os aliados. 

Inorgânico

Ciro mantém o discurso de que a união de todas as tendências da esquerda é, praticamente, impossível, seja no primeiro ou no segundo turnos. Seu projeto “é diferente do PT” afirmou, semana passada. Da mesma forma, assegura a crítica ainda mais contundente à pré-candidatura de Joaquim Barbosa (PSB) e de Jair Bolsonaro (PSL).

O pedetista afirma que Bolsonaro é “despreparado” e com “extensa boçalidade”. Quanto a Barbosa, trata-se de uma pré-candidatura similar à de Luciano Huck, o apresentador de TV.

— E um perfil de uma pessoa inorgânica na política, aparentemente ligado ao combate a corrupção, que são valores superficiais — concluiu.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *