Ciro realinha baterias e passa a atacar Bolsonaro, a quem chama de ‘nazista’

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Publicado sábado, 22 de setembro de 2018 as 16:14, por: CdB

Ciro Gomes também acrescentou, adiante, que o rival do PSL não terá “coragem” de implementar a agenda ultra liberal desenhada por seu assessor econômico, Paulo Guedes, e que esse não durará mais que 15 dias em um eventual governo do ex-capitão do Exército.

 

Por Redação, com ACSs – de Goiânia

 

Candidato a presidente da República, o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT) realinhou suas baterias e passou a abrir fogo contra o adversário neofascista Jair Bolsonaro (PSL), com quem disputa, frontalmente, uma vaga no segundo turno das eleições. Segundo as últimas pesquisas de opinião, o petista Fernando Haddad tende a assumir o primeiro lugar na disputa e deixa para trás Bolsonaro.

Candidato do PDT, Ciro Gomes foi poupado pela chapa petista e ainda recebeu um afago de Manuela D'Ávila
Candidato do PDT, Ciro Gomes passa a atacar, frontalmente, a candidatura de Jair Bolsonaro

No final da tarde passada, Ciro não poupou Bolsonaro (PSL), a quem chamou de “nazista f,d,p”.

No comício em que participava, na capital goiana, um homem vestido com a estampa de Bolsonaro na camiseta, tentou gerar um tumulto entre os apoiadores de Ciro.  Ao ver a cena, Ciro pediu para que os presentes tivessem paciência com ele, pois “não tem culpa de nada”

— É apenas uma vítima desse nazista f.d.p que vamos derrotar — intercedeu.

‘Coragem

Ciro Gomes também acrescentou, adiante, que o rival do PSL não terá “coragem” de implementar a agenda ultra liberal desenhada por seu assessor econômico, Paulo Guedes, e que esse não durará mais que 15 dias em um eventual governo do ex-capitão do Exército.

— Só uma pessoa muito inocente, doida para ser enganada, acredita que o Bolsonaro vai dar 15 dias de atenção ao Paulo Guedes. O Paulo Guedes é um ultra liberal, entreguista completo. Não é que Bolsonaro não seja também, mas Bolsonaro não tem coragem de confrontar a onda de repulsa que a sociedade brasileira levantaria — afirmou.

Ciro acrescentou ainda que ideias como a venda da Petrobras e do Banco do Brasil e mudanças ainda mais drásticas nas leis trabalhistas seriam repudiadas pela sociedade.

FHC

O candidato do PDT também falou aos repórteres, durante passagem-relâmpago pelo Distrito Federal. Em uma das cidades-satélite, o Núcleo Bandeirante, Ciro participou de um encontro com militantes e apoiadores do governador Rodrigo Rollemberg (PSB) em uma praça da cidade, por cerca de meia hora.

— É isso que está por trás da frase: o trabalhador precisa optar se quer ter emprego ou direitos, se quer ter direitos e não ter emprego nenhum. Isso é mentira. O seu Paulo Guedes, um ultra liberal, garante que assim será e é mentira. O povo brasileiro precisa saber — afirmou.

Gomes ainda desdenhou da carta escrita, na quinta-feira, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Nela, ele propõe uma união de centro já no primeiro turno, em torno de um candidato “moderado”, contra “visões radicais”.

FHC não pede, na carta, apoio a Alckmin, mas depois, em sua conta no Twitter, escreveu que “quem veste o figurino é Alckmin, mas não se convida para um encontro dizendo ‘só com este eu falo’”.

Terceira Via

Perguntado sobre a possibilidade levantada pelo ex-presidente, Ciro respondeu:

— Muito mais fácil um boi voar de costas, né? O Fernando Henrique não percebe que ele já passou. A minha sugestão para ele, que ele merece, é que ele troque aquele pijama de bolinha por um de estrelinhas, porque na verdade ele está preparando o voto no Haddad. Ele não respeita nada nem a ninguém a não ser seu próprio ego.

O ex-governador, mais uma vez, apresenta-se como uma alternativa a polarização que se desenha entre Bolsonaro e o candidato do PT, Fernando Haddad. Em busca dos votos de quem não gosta de nenhuma das alternativas que despontam nos primeiros lugares, de acordo com as pesquisas de opinião, Ciro tem se colocado como o único que pode vencer com facilidade o candidato do PSL no segundo turno.

Pesquisas

— Mais da metade do eleitorado está assustada com o que está acontecendo e está procurando ver o que faz para salvar o Brasil desse rumo. Eu estou tentando mostrar que aquele que reúne experiência, ficha limpa, proposta, projeto e a condição de encerrar essa radicalização odienta que não deixa o Brasil trabalhar nem produzir e machuca os mais pobres sou eu — acrescentou.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, Bolsonaro está em primeiro com 28% das intenções de voto, Haddad em segundo, com 16%, e Ciro em terceiro, com 13%. No último Ibope, no entanto, Haddad abriu uma diferença maior para o pedetista. Enquanto Bolsonaro também tem 28%, Haddad teria 19% e Ciro, 11%.

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