CNJ promove mutirão em processos de violência doméstica

Arquivado em: Brasil, Destaque do Dia, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 9 de março de 2020 as 10:42, por: CdB

Durante a semana de mutirão, magistrados e servidores dos tribunais de Justiça estaduais focam o trabalho em casos de violência doméstica.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Começou nesta segunda-feira, em todo o país, a 16ª edição do Justiça pela Paz em Casa, iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que promove três mutirões anuais para dar andamento a processos de violência contra a mulher, incluindo ações penais por agressão e feminicídio.

Justiça pela Paz em Casa é promovido pelo CNJ
Justiça pela Paz em Casa é promovido pelo CNJ

Durante a semana de mutirão, magistrados e servidores dos tribunais de Justiça estaduais focam o trabalho em casos de violência doméstica.

Medidas protetivas

Na edição de 2019 do Justiça em Casa foram mais de 120 mil processos que tiveram o andamento agilizado pelo programa, com a imposição de mais de 25 mil medidas protetivas e a realização de 344 júris, segundo dados do CNJ.

As semanas do Justiça pela em Paz em Casa ocorrem três vezes ao ano. A primeira semana de mutirão acontece por ocasião do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. As outras duas são promovidas em agosto e novembro.

Marchas em Brasília e SP

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, diversas cidades do país tiveram as tradicionais marchas pedindo igualdade de direitos entre homens e mulheres.

Na capital federal, a marcha começou no Parque da Cidade, às 9h, e seguiu pelo eixo Monumental (uma das principais vias do centro de Brasília) até a Torre de TV. A chuva, que foi frequente na capital nos últimos dias, deu uma trégua neste domingo para as mais de 5 mil pessoas, de acordo com entidades organizadoras do evento. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal não divulgou estimativa de público.

A marcha foi organizada por um grupo de entidades da sociedade civil e partidos políticos. A manifestação fez críticas à violência contra a mulher, ao machismo e ao racismo. Também houve espaço para a abordagem invasiva e, muitas vezes, agressiva dos homens às mulheres, tanto na rua como dentro de casa, através de cartazes e camisas com a frase “não é não”.

São Paulo

Nem mesmo a forte chuva na capital paulista, no meio da tarde, espantou a concentração de mulheres, no ato chamado 8M, pelo Dia Internacional da Mulher. As paulistanas foram às ruas contra o feminicídio e contra a aprovação das reformas da previdência estadual e federal.

Elas se concentraram no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, e entoaram músicas de protesto como “Nenhuma mulher a menos, não à impunidade”. A previsão é de que elas caminhem pela Avenida Paulista, descendo a Rua Augusta até chegar à Praça Roosevelt, no centro da capital.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato pelos direitos das mulheres, está programado para esta segunda-feira, na Candelária, região central da capital Fluminense. A concentração será às 17h. O ato é pela vida de todas as mulheres, por democracia, contra a retirada de direitos, Uma das organizações à frente da marcha é o Movimento Mulheres em Luta do Rio de Janeiro.