Cobertura vacinal contra sarampo atinge 88% do público alvo

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Publicado segunda-feira, 21 de outubro de 2019 as 12:08, por: CdB

Mobilização nacional para crianças de 6 meses a menores de 5 anos segue até o dia 25 de outubro. Já são 7 mortes nessa faixa etária nos últimos 90 dias.

Por Redação, com ACSDW – de São Paulo

O balanço parcial da campanha nacional contra o sarampo aponta que 88% das crianças entre 1 e 2 anos receberam pelo menos uma dose da vacina contra a doença.

Mobilização nacional para crianças de 6 meses a menores de 5 anos segue até o dia 25 de outubro
Mobilização nacional para crianças de 6 meses a menores de 5 anos segue até o dia 25 de outubro

Essa faixa etária é utilizada como parâmetro para o acompanhar a cobertura vacinal em todo o país. No sábado, em todo o país, foi realizado o Dia D, uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde, que tem como objetivo reforçar a importância da vacinação de crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Para esse público, a mobilização continua até o dia 25 de outubro.

As crianças são mais suscetíveis às complicações da doença, que podem evoluir para óbito. Nos últimos 90 dias, foram confirmados 13 mortes pela doença no Brasil, sendo sete (53,8%) em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos.

Ainda de acordo com o último boletim epidemiológico de sarampo, do Ministério da Saúde, o Brasil registrou, nos últimos 90 dias, 6.192 casos confirmados de sarampo, o que corresponde a aumento de 15% em relação ao período de monitoramento anterior. Vinte Estados estão na lista de transmissão ativa da doença e 96% dos casos confirmados estão concentrados no estado de São Paulo, em 192 municípios

O Ministério da Saúde distribuirá neste ano 60,2 milhões de doses da vacina tríplice viral, que previne contra sarampo, rubéola e caxumba, representando a maior oferta de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos.

Zika

O Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo desenvolveu um novo teste para identificar a infecção vírus da zika. O novo método identifica a doença com uma maior precisão do que os exames até então disponíveis e já está sendo usado em laboratórios clínicos.

Vírus zika é transmitido principalmente pela picada do mosquito
Vírus zika é transmitido principalmente pela picada do mosquito “Aedes aegypti”

Os testes antigos tinham uma especificidade de 75% e costumavam confundir o vírus da zika com a dengue. Com uma especificidade de 92%, o novo método praticamente elimina a confusão com vírus similares.

Os pesquisadores da USP primeiro identificaram uma proteína especifica do vírus, chamada Delta-NS1, que não aparece na dengue. A partir foi desenvolvido um teste com base nesta molécula, reduzindo significativamente a probabilidade de erro nos resultados.

“O maior problema para chegar a esse tipo de teste era a grande semelhança entre as proteínas do vírus da zika e as da dengue. Era muito difícil separar um do outro”, contou ao jornal Folha de S.Paulo o virologista Edison Luiz Durigon, um dos pesquisadores da USP envolvidos no estudo.

Depois de ter a eficácia comparada em mais de 3 mil exames, o novo teste já foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e os kits diagnósticos estão sendo produzidos pela empresa AdvaGen Biotech, de Itu, em São Paulo e devem custar entre 20 e 30 reais a unidade.

O teste identifica o vírus no sangue a partir de entre 15 e 20 dias após a infecção e consegue inclusive detectar infecções passadas e fica pronto em três horas e meia. Atualmente, um teste genético é realizado para o diagnóstico da doença.

Pesquisadores acreditam que o exame poderá facilitar o acompanhamento de gestantes na prevenção da microcefalia. “Se a gestante tiver zika o teste acusará. E aí se muda a conduta médica, com a possibilidade de acompanhar essa criança para que ela seja conduzida a um padrão normal na infância e adolescência”, afirmou Durigan à Agência Brasil.

A pesquisa

A pesquisa foi desenvolvida com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Os pesquisadores trabalham agora, em parceria com o Instituto Butantan, no desenvolvimento de uma vacina contra o zika.

Em 2016, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde brasileiro declararam a epidemia de zika uma emergência sanitária, após um aumento de casos de microcefalia em recém-nascidos relacionados com a infecção pelo vírus.

O número de casos de zika vem diminuindo nos últimos anos. No entanto, o Brasil ainda teve 8.680 diagnósticos em 2018 (em 2017 foram 17.593), com maior incidência nas regiões Norte e Centro-Oeste. O vírus é transmitido principalmente por picadas de mosquito, mas também durante a relação sexual desprotegida e de mãe para filho, na gestação.

 

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