Cofundadores do Google deixam comando da empresa

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Publicado quarta-feira, 4 de dezembro de 2019 as 11:14, por: CdB

Os cofundadores ainda controlam a empresa por meio de ações preferenciais. Em abril, Page detinha 26,1% do poder total de votação da Alphabet, Brin 25,25% e Pichai menos de 1%.

Por Redação, com Reuters – de São Francisco

Os cofundadores do Google, Larry Page e Sergey Brin, estão saindo da gigante da Internet que fundaram há 21 anos, encerrando uma trajetória extraordinária que os levou a construir uma das empresas mais valiosas e influentes do mundo.

Cofundadores do Google deixam comando da empresa, Pichai assume Alphabet
Cofundadores do Google deixam comando da empresa, Pichai assume Alphabet

Sundar Pichai, que dirige o principal negócio do Google desde 2015, assumirá imediatamente como presidente-executivo da controladora Alphabet.

“Embora tenha sido um tremendo privilégio estar profundamente envolvido na administração diária da empresa por tanto tempo, acreditamos que é hora de assumir o papel de pais orgulhosos, oferecendo conselhos e amor, mas não incomodando diariamente!” Page e Brin escreveram em um post no blog da empresa na terça-feira.

Page, Brin e Pichai pretendem dar ênfase no desenvolvimento de software de inteligência artificial para tornar a ferramenta de pesquisa mais rápida e personalizada, enquanto expandem o leque de informações e serviços disponíveis a partir de uma simples busca.

Mas a visão deles enfrenta um escrutínio sem precedentes, com governos de cinco continentes exigindo uma proteção maior ao usuário, o fim do que muitos consideram uma conduta anticompetitiva e mais impostos sobre a maior empresa de publicidade online do mundo. Milhares de funcionários protestaram, e alguns até se demitiram, por causa da preocupação constante de que o famoso mantra “não seja mau” do Google, uma vez adotado por Page e Brin, possa estar sendo ignorado.

Page e Brin, que costumavam visitar regularmente eventos públicos e a sede do Google, haviam se tornado muito menos visíveis nos últimos anos. A ida de Page para um segundo plano atraiu críticas crescentes de funcionários da empresa e parlamentares dos EUA, que exigiram respostas dele, e não de Pichai, sobre projetos controversos, como um aplicativo de pesquisa experimental para usuários chineses.

Os cofundadores ainda controlam a empresa por meio de ações preferenciais. Em abril, Page detinha 26,1% do poder total de votação da Alphabet, Brin 25,25% e Pichai menos de 1%.

Amazon

A Amazon.com anunciou na terça-feira que desenhou um processador mais potente para centrais de processamento de dados, em uma tentativa de se posicionar como uma competidora diante das líderes de mercado Intel e AMD.

O processador AWS Graviton 2, que a Amazon estima ser sete vezes mais rápido que o chip anterior da empresa, usa tecnologia da britânica ARM.

À agência inglesa de notícias Reuters publicou na semana passada que a Amazon estava projetando um chip para datacenters para equipar sua unidade de negócios de computação em nuvem.

Com o novo processador, a Amazon está tentando reduzir a dependência de processadores da Intel e AMD de sua unidade de computação em nuvem AWS.

A Intel atualmente controla mais de 90% do mercado de processadores para servidores e a AMD praticamente todo o restante.

Redes 5G

A Amazon também anunciou na terça-feira que está ampliando para redes 5G suas operações de computação em nuvem por meio de uma parceria com a operadora norte-americana Verizon Communications. Com isso, desenvolvedores de software poderão executar programas sensíveis à latência em redes móveis e dispositivos conectados.

O lançamento, chamado de AWS Wavelength, é uma de várias formas que a Amazon Web Services está ingressando em novos mercados, como o de videogames.

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