COI admite alerta com denúncia sobre potes de coleta de exames de urina

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Publicado terça-feira, 30 de janeiro de 2018 as 15:21, por: CdB

O “kit” fornecido pela empresa, inclui potes em que são colhidas, transportadas e armazenadas as amostras A e B de urina de um atleta, que se submete a um exame

Por Redação, com EFE – de Londres:

O Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu nesta terça-feira preocupação com a informação da investigação aberta pela Agência Mundial Antidoping (Wada), sobre os potes utilizados para armazenar amostas de urina coletadas em exame, que segundo denúncia, podem abrir, se congelados.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) admitiu nesta terça-feira preocupação com a informação da investigação aberta pela Agência Mundial Antidoping

– Desde o momento em que soubemos da notícia, imediatamente, temos estado em contato com a Wada. Pedimos que nos garantam que os exames antidoping de PyeongChang ocorram de maneira legítima e confiável – diz comunicado divulgado pela entidade poliesportiva.

A denúncia partiu do laboratório antidoping de Colônia, na Alemanha. Segundo o COI, a Agência Mundial revelou já estar em contato com a empresa Berlinger Special AG, fornecedora dos potes desde setembro ano passado, e que espera uma resposta rápida.

Kit

O “kit” fornecido pela empresa, inclui potes em que são colhidas, transportadas e armazenadas as amostras A e B de urina de um atleta, que se submete a um exame. A primeira é analisada imediatamente, e a segunda é congelada, para ser aberta se for necessária contra-prova.

De acordo com o laboratório antidoping de Colônia, ao serem submetidos ao processo de congelamento, os compartimentos, que deveriam se manter selados, podem abrir.

– A Wada admite que, essa situação extrema, se confirmada, deixaria preocupações e dúvidas – apontou a entidade.

A crise no sistema de combate ao doping acontece pouco mais de uma semana antes da Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno; que acontecerão na cidade de Pyeongchang, na Coreia do Sul.

Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin, deu autorização ao doping sistemático no país visando os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi em 2014; segundo declarações do ex-diretor do laboratório de Moscou, Grigori Rodchenkov.

– Naturalmente tudo vinha do alto, do presidente, pois só o presidente pode encomendar aos serviços secretos uma tarefa dessa natureza – disse Rodchenkov em um documentário da Primeiro Canal de Televisão da Alemanha (ARD); que foi transmitida na segunda-feira.

Rodchenkov fugiu da Rússia após os Jogos Olímpicos de Sochi e se tornou testemunha-chave da Agência Mundial Antidoping (AMA); e da Justiça americana na investigação de doping sistemático na Rússia.

No documentário da “ARD”, Rodchenkov sustenta que o doping sistemático existia antes de 2014.

– Antes dos Jogos Olímpicos de Pequim (2008) era muito fácil. Podia-se fazer o; que quiser e todos os atletas da equipe russa estavam dopados – disse Rodchenkov.

Os exames antidoping eram fraudados através de trocas das amostras de urina. Os atletas deviam ter permanentemente à disposição urina congelada não contaminada para cada dia da competição.

– Entre Pequim 2008 e Londres 2012, mudamos nossa estratégia para esconder o doping – disse.

Depois, para Sochi, o sistema de doping teria chegado “à perfeição”.

Um fator fundamental para o doping é a manipulação de recipientes de urina, disse.

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