COI avalia cenários para Jogos de Tóquio e cancelamento não está entre eles, diz Bach

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Publicado sexta-feira, 20 de março de 2020 as 12:25, por: CdB

O Comitê Olímpico Internacional está considerando vários cenários para os Jogos de Tóquio em meio à pandemia de coronavírus, mas o cancelamento não é um deles.

Por Redação, com Reuters – de Nova York

O Comitê Olímpico Internacional está considerando vários cenários para os Jogos de Tóquio em meio à pandemia de coronavírus, mas o cancelamento não é um deles, disse o presidente do COI, Thomas Bach, ao New York Times.

Mulher com máscara de proteção contra coronavírus caminha em frente a painel com a logo dos Jogo de Tóquio
Mulher com máscara de proteção contra coronavírus caminha em frente a painel com a logo dos Jogo de Tóquio

Os organizadores do maior evento poliesportivo do mundo têm afirmado repetidamente que os Jogos vão começar em 24 de julho, conforme programado, mesmo com a rápida disseminação do vírus semelhante à gripe que paralisou eventos esportivos em todo o mundo.

O novo coronavírus, que surgiu na China no final do ano passado, já matou mais de 10 mil pessoas ao redor do mundo, provocando receios de que a Olimpíada possa ser adiada ou cancelada.

Bach, no entanto, disse que o COI não está nem pensando em cancelar os Jogos.

– O cancelamento não está na agenda. Estamos comprometidos com o sucesso desses Jogos – afirmou.

Uma força-tarefa do COI, que incluiu a Organização Mundial da Saúde, determinou que era muito cedo para tomar uma decisão sobre como gerenciar o impacto da pandemia na Olimpíada.

– Não sabemos qual será a situação – disse ele.

– É claro que estamos considerando cenários diferentes, mas somos contrários a muitas outras organizações esportivas ou ligas profissionais, pois estamos a quatro meses e meio dos Jogos.

– O que torna essa crise tão única e tão difícil de superar é a incerteza. Hoje, ninguém pode dizer quais são os desdobramentos amanhã, em um mês, que dirá em mais de quatro meses – acrescentou.

Força-tarefa do COI

Espera-se que o Japão receba 600 mil espectadores e atletas estrangeiros no evento, que conta com investimentos de bilhões de dólares por patrocinadores e pelo menos US$ 12 bilhões gastos em preparativos.

Bach disse que a decisão final sobre os Jogos não será determinada por interesses financeiros. Proteger a saúde de todos os envolvidos e conter o vírus são os principais objetivos, segundo ele.

– Graças às nossas políticas de gerenciamento de risco que estão em vigor há quatro anos e ao nosso seguro, o COI poderá, em qualquer caso, continuar as operações e continuar a cumprir nossa missão – afirmou.

Nos últimos dias, vários atletas, incluindo a atual campeã olímpica de salto com vara, Katerina Stefanidi, acusaram o COI de colocar em risco a saúde dos atletas ao pedir que eles continuem treinando enquanto muitos países estão no modo isolamento.

Bach, medalhista de ouro olímpico em esgrima, disse que compreende os atletas.

Preparação

– Para um atleta, a pior coisa na preparação é a incerteza que distrai os treinamentos e os preparativos – declarou. “Eu disse a 220 atletas em teleconferência na quarta-feira que não podemos fingir que temos respostas para todas as suas perguntas.”

– Estamos na mesma situação que vocês e o resto do mundo. É uma situação excepcional e única, que exige soluções excepcionais – completou ele.

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