Coletes amarelos saem às ruas para protestar contra Macron

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Publicado sábado, 27 de abril de 2019 as 12:44, por: CdB

Outro grupo de “coletes amarelos” organizou um percurso por sedes de alguns dos grandes veículos de imprensa para se queixar do que chamam de “um tratamento parcial” do seu movimento.

Por Redação, com EFE – de Paris

Os “coletes amarelos” foram às ruas pelo 24º sábado consecutivo para manifestar rejeição à política do presidente da França, Emmanuel Macron, e muito em particular aos seus anúncios da última quinta-feira.

Os “coletes amarelos” foram às ruas pelo 24º sábado consecutivo para manifestar rejeição à política do presidente da França, Emmanuel Macron

Em Paris, a principal manifestação da qual participaram os “coletes amarelos” tinha sido convocada pelo sindicato Confederação Geral do Trabalho (CGT), com o apoio dos partidos mais alinhados à esquerda, começando pelo França Insubmissa (LFI) e o Partido Comunista Francês (PCF).

Milhares de pessoas, uma parte delas com coletes vermelhos da CGT, marcharam de maneira pacífica entre as estações de metrô Montparnasse e Praça da Itália.

As autoridades tinham proibido na capital as concentrações na Avenida Champs-Élysées e no entorno da catedral de Notre Dame.

Outro grupo de “coletes amarelos” organizou um percurso por sedes de alguns dos grandes veículos de imprensa para se queixar do que chamam de “um tratamento parcial” do seu movimento.

Em Estrasburgo houve outra convocação para uma manifestação “nacional e internacional” que não tinha sido declarada oficialmente e que começou no centro da cidade no início da tarde.

Duas horas depois, houve alguns enfrentamentos com as forças da ordem quando os participantes tentaram entrar no distrito das instituições europeias, nas quais os protestos foram proibidos de forma preventiva.

Na última quinta-feira, Macron apresentou um segundo pacote de medidas destinadas a conter a crise dos “coletes amarelos”, o primeiro foi anunciado no início de dezembro, no qual consta um rebaixamento do imposto sobre a renda para a classe média e o progressivo restabelecimento da indexação das pensões à inflação.

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