Colômbia vai deixar de ser o principal exportador de cocaína

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Publicado terça-feira, 13 de maio de 2003 as 03:33, por: CdB

Fernando Londono, ministro do Interior colombiano, afirma que depois de implantada a campanha agressiva de erradicação das colheitas a Colômbia não será mais o principal exportador de cocaína do mundo.

O ministro acredita que até o final do ano, quando termina a campanha, já terá acabado a maior plantação de folhas de coca do mundo, afirmando aos céticos que não está louco.

Desde que assumiu o poder em agosto passado, o presidente Alvaro Uribe tem agradado Washington acelerando a aspersão das colheitas, o que foi atrasado pelo seu antecessor, Andres Pastrana, pela preocupação com protestos dos camponeses.

A Colômbia, a maior produtora de cocaína, recebeu nos últimos anos mais de US$ 2 bilhões em, principalmente, ajuda militar antidrogas dos Estados Unidos, o maior consumidor do mundo. O país também é o maior fornecedor de heroína para os EUA.

– Vocês verão os resultados e porque este ministro não é tão louco quando diz que, até o final do ano, a Colômbia não será, porque não poderá ser, um país exportador de cocaína em quantidades industriais – disse Londono.

Em janeiro, o ministro provocou risos quando disse que a coca seria eliminada da província de Putumayo, ao sul do país, que produziu metade da cocaína da Colômbia até o final do ano passado.

Mas dois meses depois fotos de satélites mostraram que a área plantada de coca, matéria-prima da cocaína, caiu 30% no último ano na Colômbia.

Londono, um advogado conhecido por sua dura oposição ao comércio de drogas, também disse a representantes da União Européia que o programa americano de reduzir as colheitas com herbicidas pode destruir as papoulas de ópio da Colômbia em dois meses.