Colombianos vão às urnas em eleições polarizadas

Arquivado em: América Latina, Destaque do Dia, Mundo, Últimas Notícias
Publicado domingo, 27 de maio de 2018 as 13:16, por: CdB

País sul-americano elege sucessor do presidente Juan Manuel Santos, tendo como favoritos uribista e ex-guerrilheiro esquerdista. Acordo com Farc e refugiados venezuelanos são principais temas da campanha

Por Redação DW – de Bogotá:

Eleitores colombianos vão às urnas neste domingo para escolher seu novo presidente, sucessor de Juan Manuel Santos. O clima é de polarização, com dois candidatos favoritos: o uribista Iván Duque, representando a direita, e o ex-prefeito de Bogotá e ex-guerrilheiro Gustavo Petro, representando a esquerda.

Apoiadores de Iván Duque em comício em Bogotá: candidato ir para segundo turno

A inclusão dos ex-combatentes do antigo grupo guerrilheiro Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) na sociedade; as negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e a crise migratória venezuelana são alguns dos temas; que preocupam a população às vésperas do pleito presidencial.

As eleições deste domingo são decisivas para o futuro do país, que em 2016 assinou um acordo de paz histórico com as Farc e; que agora negocia a paz com o ELN. Santos, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços para pacificar o país; se despede do governo com um popularidade abaixo da marca de 20%.

Pesquisas eleitorais colocam o oposicionista Duque, do partido Centro Democrático, na liderança. Ele deve ir para o segundo turno; no qual pode ter como rival tanto o esquerdista Petro, do movimento Colômbia Humana, quanto Germán Vargas Lleras, do Movimento Mejor Vargas Lleras, apoiado por parte do oficialismo.

Alguns analistas dão como certa a vitória de Duque no segundo turno. Ele agrada aos eleitores que desejam modificar o acordo de paz com as Farc; pois é o candidato que mais se mostrou em desacordo com o pacto. Seu objetivo é evitar que os ex-guerrilheiros tenham acesso a cargos eletivos antes de cumprir suas penas. Quanto às negociações com o ELN, o político sinalizou que preferiria voltar-se para a via militar.