Com aposta em corte de juros nos EUA dólar cai ante real

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Publicado quinta-feira, 3 de outubro de 2019 as 12:52, por: CdB

Na véspera, o dólar à vista caiu 0,67%, a R$ 4,1344 na venda, maior baixa diária para um fechamento desde 11 de setembro (-0,76%) e o menor patamar desde 18 de setembro (R$ 4,1028).

Por Redação, com Reuters – de São Paulo

O dólar acelerou a queda frente ao real no fim da manhã desta quinta-feira, caindo abaixo de 4,10 reais e atingindo o menor patamar em duas semanas, puxado pelo aumento de expectativas de cortes de juros nos Estados Unidos após novos dados econômicos fracos no país.

Às 11h56, o dólar à vista recuava 0,94%, a R$ 4,0957 na venda. Na mínima, a cotação foi a R$ 4,0915 na venda. Na compra, a taxa desceu a 4,0900 reais, menor patamar desde 18 de setembro (R$ 4,0720 na compra).

No mercado futuro da B3, o contrato de dólar de maior liquidez cedia 0,87%, a R$ 4,1000, depois de mínima de R$ 4,0990.
No mercado futuro da B3, o contrato de dólar de maior liquidez cedia 0,87%, a R$ 4,1000, depois de mínima de R$ 4,0990.

No mercado futuro da B3, o contrato de dólar de maior liquidez cedia 0,87%, a R$ 4,1000, depois de mínima de R$ 4,0990.

Na véspera, o dólar à vista caiu 0,67%, a R$ 4,1344 na venda, maior baixa diária para um fechamento desde 11 de setembro (-0,76%) e o menor patamar desde 18 de setembro (R$ 4,1028).

O crescimento do setor de serviços dos Estados Unidos desacelerou para seu ritmo mais lento em três anos em setembro, e o crescimento de empregos no principal setor da economia norte-americana foi o mais fraco em meia década, mostrou uma pesquisa com gerentes de compras nesta quinta feira. Na terça, números divulgados mostraram que o setor manufatureiro sofreu em setembro a maior contração em mais de uma década.

Os dados reforçaram apostas em corte de juros nos EUA, o que melhoraria a relação risco/retorno para se investir em mercados emergentes. A probabilidade de corte de 0,25 ponto percentual subia a 92,5% nesta sessão, de 77% na quarta-feira.

Para Flavio Serrano, economista-chefe do Banco Haitong, essas expectativas ajudavam as moedas emergentes no geral a se valorizarem contra o dólar, apesar de um cenário externo mergulhado em preocupações sobre a desaceleração da economia global.

As moedas emergentes pares do real, como rand sul-africano e peso mexicano, operavam em alta contra o dólar, enquanto a moeda norte-americana tinha queda de 0,36% contra uma cesta de moedas.

Também permaneciam no radar as questões comerciais internacionais, depois que os EUA obtiveram na quarta-feira a aprovação da OMC para impor tarifas de importação sobre bens europeus no valor de US$ 7,5 bilhões.

A medida provocava temores de mais desaceleração na economia global, que já enfrenta os efeitos da disputa comercial entre EUA e China.

Na cena doméstica, o BC vendeu nesta quinta US$ 400 milhões em moeda spot, de oferta de até US$ 525 milhões; 8 mil contratos de swap cambial reverso (oferta de 10.500 contratos) e 2.500 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento dezembro de 2019.

Wall street cai

Os índices acionários dos Estados Unidos recuavam acentuadamente nesta quinta-feira, depois que dados mostraram que a atividade empresarial desacelerou em setembro para o nível mais baixo em três anos, no mais recente indicador econômico a apontar para uma forte desaceleração nos EUA.

Por volta de 11h20, o índice Dow Jones cedia 1,04%, a 25.806 pontos. O Standard & Poor’s 500 recuava 0,694%, a 2.867 pontos. O Nasdaq tinha queda de 0,82%, a 7.721 pontos.

Momentos antes dos dados, o Dow Jones tinha queda de 0,07%, o S&P 500 subia 0,10% e o Nasdaq avançava 0,08%.

Já os mercados acionários asiáticos recuaram nesta quinta-feira uma vez que os temores do mercado sobre o crescimento global foram ampliados pelo anúncio dos Estados Unidos de novas tarifas de importações sobre produtos da União Europeia.