Com caso de covid-19 na seleção, judocas são isolados na Turquia

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Publicado quinta-feira, 1 de abril de 2021 as 14:25, por: CdB

 

Os 15 atletas brasileiros que disputaram o Grand Slam de Tbilisi (Geórgia) de judô no último fim de semana estão fora do Grand Slam de Antalya (Turquia), que começou nesta quinta-feira . Eles foram afastados após Eduardo Yudi Santos, da categoria até 81 quilos, testar positivo para o novo coronavírus.

Por Redação, com ABr e ANSA – de Ancara

Os 15 atletas brasileiros que disputaram o Grand Slam de Tbilisi (Geórgia) de judô no último fim de semana estão fora do Grand Slam de Antalya (Turquia), que começou nesta quinta-feira . Eles foram afastados após Eduardo Yudi Santos, da categoria até 81 quilos, testar positivo para o novo coronavírus (covid-19) no exame que antecede a entrada na bolha sanitária da competição.

Com isso, o país será representado por quatro judocas que não competiram em Tbilisi

O protocolo local prevê que todos que tiveram contato com a pessoa infectada sejam isolados, mesmo que testem negativo para o coronavírus. Segundo a Confederação Brasileira de Judô (CBJ), os atletas são acompanhados pelo médico da seleção nacional, Rafael Sugino. Eduardo já não tinha competido na Geórgia (de forma preventiva) por ter estado próximo a Eduardo Katsuhiro (da categoria até 73 quilos), cujo exame feito em Tbilisi, antes do torneio, deu positivo para covid-19.

Quatro judocas

Com isso, o país será representado por quatro judocas que não competiram em Tbilisi e viajaram direto do Brasil: Eric Takabatake (até 60 quilos), William Lima, Daniel Cargnin (ambos até 66 quilos) e David Moura (acima de cem quilos). A competição em Antalya garante ao campeão mil pontos no ranking de classificação da Olimpíada de Tóquio (Japão). Eric, William e Daniel combatem nesta quinta, enquanto David vai ao tatame neste sábado, último dia do evento.

– É um momento, realmente, de muito cuidado e precaução e que exige um esforço conjunto de toda a comunidade do judô para minimizar os riscos de contaminação e para que as competições aconteçam em ambiente seguro para todos os participantes. Nossos atletas estão frustrados, mas entendem que a saúde e a segurança de todos é prioridade – afirmou Ney Wilson, gestor de Alto Rendimento da CBJ, ao site oficial da entidade.

Após o torneio na Turquia, a seleção brasileira de judô terá pela frente o Campeonato Pan-Americano da modalidade, em Guadalajara (México), entre os dias 15 e 18 de abril. De 5 a 7 de maio, o desafio será o Grand Slam de Kazan (Rússia). Por fim, entre 6 e 13 de julho, os judocas disputam o Mundial de Budapeste (Hungria), que encerra a classificação olímpica.

Tóquio

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, divulgaram nesta segunda-feira as medidas de saúde que deverão ser respeitadas nos 18 “eventos-teste” para as Olimpíadas.

O primeiro deles será o rúgbi em cadeira de rodas, que acontecerá no próximo final de semana. Até o dia 23 de julho, data da cerimônia de abertura dos Jogos, outros 17 eventos estão programados para ser disputados.

Andamento dos torneios

Hidemasa Nakamura, um dos responsáveis pelos eventos, explicou que para garantir o bom andamento dos torneios, os organizadores “procuraram limitar os contatos”, como “apertos de mão e a distância entre os atletas em um metro”, caso o afastamento de dois metros não for possível.

O japonês ainda afirmou que gritos de apoio não serão tolerados e as áreas comuns deverão ser ventiladas a cada meia hora.

O comitê organizador das Olimpíadas supervisionará 14 eventos-teste, enquanto os outros quatro serão de responsabilidade de federações internacionais.

As provas de atletismo, marcadas para o dia 9 de maio no Estádio Nacional de Tóquio, serão as únicas, entre as organizadas pelo comitê, a receber atletas de outros países e torcedores nas arquibancadas.