Com ‘a mão na faixa’, Bolsonaro avisa que vai banir os ‘marginais vermelhos’

Arquivado em: Política, Últimas Notícias
Publicado domingo, 21 de outubro de 2018 as 21:55, por: CdB

“Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão para a cadeia”, disse o candidato neofascista, Jair Bolsonaro (PSL).

 

Por Redação – de São Paulo

 

Ainda mais longe de um discurso de união nacional, o candidato neofascista Jair Bolsonaro (PSL) acirra os ânimos e estica ao máximo a corda na disputa com o campo progressista. Neste domingo à tarde, ele aprofundou a retórica do ódio e afirmou que fará uma “faxina” e que os “marginais vermelhos” serão “banidos” do país, em referência aos seus adversários.

Bolsonaro volta a ameaçar seus adversários e diz que pretende 'fazer uma limpeza' sem precedentes no país
Bolsonaro volta a ameaçar seus adversários e diz que pretende ‘fazer uma limpeza’ sem precedentes no país

Em fala transmitida a manifestantes a favor de sua candidatura na avenida Paulista, em São Paulo, e “dedicada a todo o Brasil” Bolsonaro afirmou que seus apoiadores são a maioria e que eles são “o Brasil de verdade”.

— Não tem preço as imagens que vejo agora da Paulista e de todo o meu querido Brasil. Perderam ontem, perderam em 2016 e vão perder a semana que vem de novo. Só que a faxina agora será muito mais ampla. Essa turma, se quiser ficar aqui, vai ter que se colocar sob a lei de todos nós. Ou vão pra fora ou vão para a cadeia. Esses marginais vermelhos serão banidos de nossa pátria — disse o candidato, em referência aos que apoiam seu adversário, Fernando Haddad (PT).

Ódio

A exemplo do ocorrido no primeiro turno, manifestantes a favor de Bolsonaro foram às ruas neste domingo para defender o candidato, um dia após protestos contra o líder nas pesquisas.
Vídeos e imagens publicados em seu perfil do Twitter mostravam multidões em manifestações em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Maceió, Salvador, Belém e Brasília, entre outras cidades.

— Essa pátria é nossa. Não é dessa gangue que tem uma bandeira vermelha e tem a cabeça lavada — afirmou.

O capitão reformado aproveitou a fala para bater mais uma vez na tecla da corrupção, acusando Haddad de estar próximo de ser preso para fazer companhia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cumpre pena desde abril em Curitiba, na sentença do juiz federal Sérgio Moro.

— Aqui não terá mais lugar para a corrupção. E seu Lula da Silva, se você estava esperando o Haddad ser presidente para soltar o decreto de indulto, eu vou te dizer uma coisa: você vai apodrecer na cadeia. E brevemente você terá Lindbergh Farias (senador do PT) para jogar dominó no xadrez. Aguarde, o Haddad vai chegar aí também. Mas não será para visitá-lo, não, será para ficar alguns anos ao teu lado — ameaçou.

Ameaça

O tom inflamado da fala, em clima de vitória, apesar do pedido do candidato para que seus apoiadores não se desmobilizem até a votação no próximo domingo, seguiu com Bolsonaro afirmando que irá cortar as “mordomias” de petistas.

— Pretalhada, vai tudo vocês para a ponta da praia. Vocês não terão mais vez em nossa pátria. Vocês não terão mais ONGs para saciar a fome de mortadela de vocês. Será uma limpeza nunca vista na história do Brasil — frisou.

O candidato aproveitou para reafirmar que as Forças Armadas e de segurança terão papel importante em seu governo. Mais cedo, em vídeo de entrevista à Band divulgado em seu Twitter, o presidenciável afirmou que poderia utilizar militares para patrulhamento de rotina nas cidades, desde que o Congresso aprove excludentes de ilicitude.

Terror

Também voltou a declarar que pretende tipificar como terrorismo as atividades do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

— Vocês verão umas Forças Armadas altivas. Que estará colaborando com o futuro do Brasil. Vocês, pretalhada, verão uma Polícia Civil e Militar com retaguarda jurídica para fazer valer a lei no lombo de vocês. Bandidos do MST, bandidos do MTST, as ações de ações serão tipificadas como terrorismo — vociferou,.

Sem esconder seu planos, caso vença as eleições, o representante da ultradireita eleva o tom:

— Vocês não levarão mais o terror ao campo ou às cidades. Ou vocês se enquadram e se submetem às leis ou vão fazer companhia ao cachaceiro lá em Curitiba.

Assista às ameaças:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *