Comandante da UPP da Rocinha é baleado em tentativa de assalto

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Publicado quinta-feira, 27 de dezembro de 2018 as 13:14, por: CdB

Segundo a Polícia Militar (PM), o disparo não atingiu nenhum órgão vital da vítima e seu quadro de saúde é estável. Marcelo foi ferido nas costas e socorrido ao Hospital Barra D’or.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro

O capitão Marcelo Alves, comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, foi baleado na noite de quarta-feira, durante uma tentativa de assalto no bairro Curicica, na zona oeste do Rio.

Comandante da UPP da Rocinha é baleado em tentativa de assalto no Rio

Segundo a Polícia Militar (PM), o disparo não atingiu nenhum órgão vital da vítima e seu quadro de saúde é estável. Marcelo foi ferido nas costas e socorrido ao Hospital Barra D’or.

A vítima relatou à PM que trafegava de carro pela rua Coronel Pedro Corrêa quando foi surpreendido por criminosos em um carro. Três homens armados teriam rendido o comandante e uma amiga que o acompanhava, que também é militar.

Ao ser abordado, Marcelo reagiu ao assalto, baleou um dos suspeitos e também foi atingido por um tiro. Os criminosos conseguiram fugir.

Intervenção

O interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, disse que após dez meses de trabalho a intervenção atingiu os objetivos de recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e baixar os índices de criminalidade. “Temos a convicção de que trilhamos um caminho difícil e incerto, mas cumprimos a missão”, disse durante a cerimônia de encerramento da intervenção, que ocorreu no Comando Militar do Leste, Centro do Rio.

Braga Netto destacou ainda a participação da sociedade carioca, de instituições públicas e privadas, de órgãos de segurança pública que trabalharam de forma integrada às Forças Armadas, o que, para ele, significa um marco histórico. O general defendeu mais uma vez a importância da continuidade da integração das forças. “Os desafios da segurança pública só serão vencidos se enfrentados de forma integrada, onde cada organização oferece as suas melhores capacidades para atingirmos o bem comum”, apontou.

Ainda durante o discurso, Braga Netto comparou o início da intervenção em fevereiro deste ano a um avião que precisou começar a funcionar em pleno voo. “Diferente do que muitos imaginam, não tínhamos um plano pronto. A surpresa foi nossa companheira e sabíamos que a demanda requerida era urgente. Sentimos orgulho quando literalmente percebemos que os homens e mulheres que se somavam à equipe inicial, não apenas aprendiam a pilotar esse ‘avião’, mas estavam construindo-o em pleno voo”, indicou.

Braga Netto destacou o planejamento estratégico, concluído pelos integrantes do Gabinete de Intervenção Federal em pouco tempo, que orientou as ações em dois eixos principais: recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública e baixar os índices de criminalidade, visando a recuperação da sensação de segurança pela população carioca e a transformação dos órgãos de Segurança Pública em instituições do estado.

Durante a cerimônia, o ministro da Justiça, Torquato Jardim, apresentou uma mensagem de áudio gravada do presidente Michel Temer elogiando o “brilhante trabalho” realizado pela intervenção. Sem detalhar os números, Temer destacou a queda em indicadores de criminalidade e o apoio da população. “Não foi sem razão que a população do Rio de Janeiro em todas as pesquisas revelava o aplauso à intervenção”, afirmou, acrescentado que decretou a intervenção, em fevereiro deste ano, após negociação com o governo estadual.

O governador em exercício do Rio, Francisco Dornelles, lembrou que antes da intervenção “o estado do Rio estava à beira da convulsão social”. Dornelles agradeceu ao general Braga Netto pelo legado que a intervenção deixará no Rio.

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