Combates nos arredores de Trípoli forçam moradores a fugir

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Publicado quarta-feira, 10 de abril de 2019 as 11:06, por: CdB

Moradores relataram a presença de aviões do LNA sobre Trípoli e o som de confrontos nas cercanias da cidade.

Por Redação, com Reuters – de Trípoli

Forças do leste e tropas leais ao governo de Trípoli se enfrentaram nos arredores da capital da Líbia nesta quarta-feira, obrigando milhares de moradores a abandonarem suas casas.

Veículos armados de forças de Misrata, sob proteção das forças de Trípoli, perto de campo militar em Trípoli

As forças do Exército Nacional Líbio (LNA), do comandante do leste Khalifa Haftar, assumiram posições nos subúrbios a cerca de 11 quilômetros ao sul do centro, uma vez que contêineres de aço e picapes armadas com metralhadoras impediram sua entrada na cidade.

Moradores relataram a presença de aviões do LNA sobre Trípoli e o som de confrontos nas cercanias da cidade.

As forças de Haftar ocuparam o antigo aeroporto internacional durante um breve período no início da semana, mas os combatentes do primeiro-ministro do governo líbio reconhecido internacionalmente, Fayez al-Serraj, o retomaram, e o LNA agora está entrincheirado mais ao sul, segundo testemunhas.

A Organização das Nações Unidas (ONU) disse que ao menos 4.500 moradores de Trípoli foram deslocados, a maioria deixou áreas de conflito para ir a distritos mais seguros, mas muitas mais estão impedidas de sair, alertou.

As forças do LNA saíram de seu reduto no leste líbio para tomar o sul pouco povoado, mas rico em petróleo, no início deste ano, e uma semana atrás rumou para Trípoli, sede do governo reconhecido internacionalmente de Serraj.

A Líbia está dividida em governos rivais no leste e no oeste desde a deposição do autocrata Muammar Gaddafi em 2011. A ONU quer aproximar os dois lados para planejar uma eleição e por fim ao caos.

O Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) disse estar extremamente preocupado com o “uso desproporcional e indiscriminado” de armas explosivas em áreas densamente habitadas. Meio milhão de crianças corre perigo, acrescentou.

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