‘Cometa do Natal’ já pode ser visto a olho nu, durante toda a noite

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Publicado domingo, 16 de dezembro de 2018 as 20:00, por: CdB

O cometa entrou em nosso sistema solar, mas ficará mais brilhante e visível à noite. A expectativa é que esteja visível “a maior parte da noite” nos Hemisférios Norte e Sul, quando estiver passando mais perto da Terra.

 

Por Redação, com agências internacionais – de São Paulo

 

O corpo celeste 46P/Wirtanen, chamado de “cometa de Natal” pela época do ano em que cruza os céus da Terra, passará a cerca 11,6 milhões de quilômetros, cerca de 30 vezes a distância entre a Terra e a sua lua. Embora possa parecer muito distante, a distância é mínima na escala do Universo. Descoberto em 1948 pelo astrônomo Carl Wirtanen, esta será a 20ª viagem mais próxima de um cometa nos últimos 12 séculos.

O 'cometa do Natal' fica próximo à constelação de Touro, durante toda a noite deste domingo
O ‘cometa do Natal’ fica próximo à constelação de Touro, durante toda a noite deste domingo

O cometa entrou em nosso sistema solar, mas ficará mais brilhante e visível à noite. A expectativa é que esteja visível “a maior parte da noite” nos Hemisférios Norte e Sul, quando estiver passando mais perto da Terra.

A cada 5 anos e meio, o 46P completa sua órbita no Sistema Solar e essa será sua passagem mais próxima da Terra, em 70 anos. O objeto pode ser melhor visto a olho nu, se o céu estiver muito escuro, mas você também pode usar binóculos ou um telescópio.

À medida que esse astro se aproxima do Sol, o calor faz com que os elementos voláteis deixem de ser sólidos e se transformem em gases, em um processo chamado sublimação. Graças à água, ao metano, ao dióxido de carbono e ao amoníaco a cauda se forma, a característica fundamental dos cometas, e também uma nuvem brilhante, chamada cabeleira, ao redor de seu núcleo.

Touro

Os cometas têm, geralmente, duas caudas diferentes: uma cauda de pó e outra de íons e gás. O vento solar e a pressão da radiação afastam as caudas do Sol. A luz ultravioleta ioniza parte do material da cauda, criando um gás carregado que interage com o vento solar carregado e acaba se dirigindo diretamente ao lado contrário do Sol. E a cauda de pó não carregada ainda segue a órbita do cometa, o que faz com que seja mais curva.

Quando esse processo ocorre, ele se torna brilhante e se transforma em um grande espetáculo aos observadores. É muito difícil, entretanto, prever o quão brilhante será um cometa, porque nunca se sabe com exatidão como os gases se comportarão. Até medir o brilho é complicado. Ao contrário do brilho de uma estrela, que se concentra em um só ponto a partir de nossa perspectiva na Terra, o brilho de um cometa se dispersa sobre uma área maior.

A posição do cometa, a partir deste domingo, é próxima à constelação de Touro e faz com que seja ideal para observá-lo toda a noite. Touro fica a leste depois do pôr do sol e se movimenta em direção ao oeste durante a noite.

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