Comitê Olímpico do Brasil cancela realização dos Jogos da Juventude

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Publicado terça-feira, 17 de agosto de 2021 as 13:31, por: CdB

Em novembro de 2021, o tradicional evento estudantil de base do país, passou a se chamar Jogos da Juventude, mudança que aconteceu após 15 anos, período no qual o torneio se chamava Jogos Escolares da Juventude. Antes, a competição chegou a ser chamada de Jogos Olímpicos da Juventude.

Por Redação, com ABr e Reutes – do Rio de Janeiro/Los Angeles

O Comitê Olímpico do Brasil (COB) anunciou na segunda-feira que cancelou a edição 2021 dos Jogos da Juventude, que aconteceria em dezembro em Aracaju, por causa da pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Grandes nomes do esporte brasileiro passaram pelos antigos Jogos Escolares da Juventude

“Considerando a gravidade da pandemia de covid-19 e a disseminação de novas cepas do coronavírus, e levando-se em conta também o número elevado de participantes (aproximadamente 5 mil) na faixa etária 15 a 17 anos, o COB entende que deve zelar pela integridade física e saúde de todos os envolvidos”, diz a nota do COB.

Em novembro de 2021, o tradicional evento estudantil de base do país, passou a se chamar Jogos da Juventude, mudança que aconteceu após 15 anos, período no qual o torneio se chamava Jogos Escolares da Juventude. Antes, a competição chegou a ser chamada de Jogos Olímpicos da Juventude.

Grandes nomes do esporte brasileiro passaram pelos antigos Jogos Escolares da Juventude, como a campeã olímpica Sarah Menezes e a campeã mundial Mayra Aguiar, ambas do judô, Hugo Calderano (tênis de mesa), Raulzinho (basquete), Ana Claudia Lemos (atletismo), Etiene Medeiros e Leonardo de Deus (natação).

Tenista Naomi Osaka

A tenista Naomi Osaka interrompeu uma entrevista coletiva em Cincinnati (Estados Unidos) aos prantos, e sua relação com a mídia foi colocada em questionamento por um jornalista que a acusou de usar a imprensa quando lhe convém.

Recentemente, Osaka tem tido uma relação tensa com alguns setores da imprensa, dizendo que sua saúde mental sofre impactos adversos por conta de algumas linhas de questionamento.

Por isso, na segunda-feira, quando um jornalista de Cincinnatti sugeriu que Osaka se beneficia de sua grande exposição na mídia, mas não gosta de falar com jornalistas, a número dois do mundo caiu em lágrimas ao tentar formular uma resposta.

– Quando você diz que eu não morro de amores por vocês, a quê isso se refere? – perguntou Osaka, que é de descendência japonesa-haitiana.

– Desde que sou mais jovem, sempre houve muito interesse da imprensa em mim, e acredito que seja por conta da minha origem também – declarou a tenista, que está em Cincinnati para disputar um torneio nesta semana.

– Não posso fazer muita coisa se há coisas que eu publico ou algumas coisas que digo que geram um monte de artigos de notícias, ou coisas assim (…), mas também diria que não tenho muita certeza de como equilibrar as duas coisas. Estou tentando desvendar isso ao mesmo tempo em que vocês, eu diria.

Durante a resposta, a tenista enxugou algumas lágrimas e abaixou sua viseira em cima dos olhos para esconder o rosto antes de o moderador pedir uma pausa na sessão.

Osaka deixou a sala rapidamente, mas voltou para completar a entrevista coletiva após se recompor. O episódio ressalta os desafios enfrentados por Osaka como uma das atletas mais famosas do planeta.

Antes do Aberto da França deste ano, Osaka disse que boicotaria as entrevistas coletivas obrigatórias pós-jogos para proteger sua saúde mental. A decisão provocou uma repercussão dos organizadores do torneio, que a multaram e ameaçaram bani-la caso ela se recusasse a falar com a imprensa.

O impasse não apenas levou à revelação de Osaka de que havia lutado contra a depressão por vários anos, mas também provocou a sua desistência das edições dos torneios de Roland Garros e Wimbledon na temporada.

 

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