Comitê organizará 18 ‘eventos-teste’ para Jogos de Tóquio

Arquivado em: Destaque do Dia, Esportes, Esportes Olímpicos, Últimas Notícias
Publicado segunda-feira, 29 de março de 2021 as 14:00, por: CdB

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, divulgaram nesta segunda-feira as medidas de saúde que deverão ser respeitadas nos 18 “eventos-teste” para as Olimpíadas.

Por Redação, com ANSA e DW – de Tóquio

Os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, divulgaram nesta segunda-feira as medidas de saúde que deverão ser respeitadas nos 18 “eventos-teste” para as Olimpíadas.

Jogos Olímpicos começarão em 23 de julho

O primeiro deles será o rúgbi em cadeira de rodas, que acontecerá no próximo final de semana. Até o dia 23 de julho, data da cerimônia de abertura dos Jogos, outros 17 eventos estão programados para ser disputados.

Andamento dos torneios

Hidemasa Nakamura, um dos responsáveis pelos eventos, explicou que para garantir o bom andamento dos torneios, os organizadores “procuraram limitar os contatos”, como “apertos de mão e a distância entre os atletas em um metro”, caso o afastamento de dois metros não for possível.

O japonês ainda afirmou que gritos de apoio não serão tolerados e as áreas comuns deverão ser ventiladas a cada meia hora.

O comitê organizador das Olimpíadas supervisionará 14 eventos-teste, enquanto os outros quatro serão de responsabilidade de federações internacionais.

As provas de atletismo, marcadas para o dia 9 de maio no Estádio Nacional de Tóquio, serão as únicas, entre as organizadas pelo comitê, a receber atletas de outros países e torcedores nas arquibancadas.

O revezamento da tocha

O revezamento da tocha olímpica dos Jogos de Tóquio foi iniciado na última quinta-feira na cidade de Fukushima, no nordeste do Japão, após praticamente um ano de espera devido ao adiamento do evento em decorrência da pandemia de covid-19.

Uma cerimônia restrita a poucos participantes e sem a presença de público, a fim de evitar contágios pelo coronavírus, foi realizada nas instalações do J-Village, um centro de treinamento de futebol que serviu como base logística às operações de resgate durante a crise do desastre nuclear de Fukushima, em 2011.

Os organizadores esperam que o revezamento da tocha olímpica acabe com as dúvidas sobre a realização da Olimpíada durante uma pandemia. A presidente do Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio, Seiko Hashimoto, intitulou a chama olímpica como “um raio de luz no fim da escuridão”.

– Esta pequena chama nunca perdeu a esperança e esperou por este dia como um botão de flor de cerejeira prestes a florescer – disse Hashimoto. “A chama tem continuado a arder serenamente enquanto o mundo enfrentou alguns momentos difíceis durante o ano passado.”

O revezamento foi iniciado por membros da seleção japonesa feminina de futebol, campeã da Copa do Mundo de 2011. A defensora Azusa Iwashimizu foi a primeira a carregar a tocha metálica em ouro-rosa, com o topo em forma de flor de cerejeira, após acendê-la com a chama olímpica que havia sido preservada em uma vela no Japão desde o ano passado.

Iwashimizu passou a tocha olímpica para o estudante Asato Owada, do colégio de Fukushima, que, assim como todos os corredores, usava um agasalho esportivo branco oficial com uma faixa diagonal vermelha.

Início em Fukushima, palco de desastre em 2011

O lançamento do revezamento da tocha olímpica em Fukushima também coloca os holofotes de volta à região de Tohoku, que foi afetada pelo terremoto e o subsequente tsunami que levou ao desastre nuclear de 2011.

Os Jogos de Tóquio foram inicialmente anunciados como os “Jogos Olímpicos da Recuperação”, mostrando a reconstrução da região. O revezamento passará por algumas cidades que permanecem apenas parcialmente abertas, enquanto a descontaminação por radiação continua.

Excluído do início do revezamento e também da primeira etapa do percurso, o público poderá acompanhar a passagem da tocha olímpica no restante do trajeto, mas será obrigado a usar máscaras, e as pessoas estão proibidas de aplaudir.

Na cidade de Iwaki, a principal parada no primeiro dia do revezamento da tocha, Hikomitsu Onodera, de 78 anos, vestia o mesmo blazer azul que ele usou como supervisor oficial das provas de levantamento de peso nos Jogos Olímpicos de Tóquio de 1964. “Foi bom, o esporte é algo que pode unir a todos”, disse ele, depois que a tocha passou.

Ao final de um dia ventoso, durante o qual a tocha se apagou e foi prontamente reacendida com uma chama de apoio, a tocha olímpica alcançou Minamisoma, uma das cidades mais afetadas pelo desastre de 2011.