Confiança dos empresários no setor de comércio declina

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Publicado segunda-feira, 30 de agosto de 2021 as 15:36, por: CdB

Diferentemente dos últimos meses, houve uma percepção de piora da situação dos negócios. O Índice de Situação Atual recuou 3,7 pontos para 105 pontos; enquanto o Índice de Expectativas aumentou 3,5 pontos para 96,7 pontos, o maior valor desde fevereiro de 2020, quando o índice ficou em 107 pontos.

Por Redação – de São Paulo

O Índice de Confiança do Comércio, divulgado nesta segunda-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre), recuou 0,1 ponto em agosto, passando de 101 para 100,9 pontos. Em julho, o indicador teve alta de 5,1 pontos. Na comparação com agosto de 2020, a alta é de 4 pontos e na análise das médias móveis trimestrais, o indicador subiu 2,3 pontos, a quarta alta seguida.

Comércio, confiança
Pessoas caminham em distrito de comércio popular em São Paulo durante pandemia de coronavírus

De acordo com o coordenador da Sondagem do Comércio do FGV/Ibre, Rodolpho Tobler, houve uma acomodação em agosto, após quatro meses com altas consecutivas na confiança do comércio.

— Diferentemente dos últimos meses, houve uma percepção de piora da situação dos negócios que está relacionada a uma redução na demanda atual enquanto as expectativas continuaram evoluindo positivamente — afirmou, a jornalistas.

Situação Atual

Na outra ponta, Tobler destaca que o resultado ainda não significa uma reversão da tendência de alta que começou em abril, durante a pandemia.

— Mas acende o sinal de alerta sobre o ritmo de recuperação do setor. A recuperação da confiança dos consumidores continua sendo fundamental para continuidade da retomada, assim como o controle da pandemia — avaliou.

No mês de agosto, somente um dos seis segmentos principais registrou queda, tendo ocorrido uma combinação da piora na percepção com o momento presente e avanço das expectativas. Dessa forma, o Índice de Situação Atual recuou 3,7 pontos para 105 pontos; enquanto o Índice de Expectativas aumentou 3,5 pontos para 96,7 pontos, o maior valor desde fevereiro de 2020, quando o índice ficou em 107 pontos.

O indicador de dispersão mostra que os resultados positivos estão distribuídos de forma homogênea entre os segmentos do comércio.

Reajustes

Outro ponto que aflige o empresariado, principalmente no setor comercial, é o peso dos aluguéis. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 0,66% em agosto deste ano, taxa inferior ao 0,78% de julho deste ano e ao 2,74% de agosto de 2020. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o indicador acumula taxas de inflação de 16,75% no ano e de 31,12% em 12 meses.

A queda da taxa de julho para agosto foi puxada pelos três subíndices que compõem o IGP-M. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede o atacado, teve variação de 0,66% em agosto, ante 0,71% em julho.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, teve inflação de 0,75% em agosto, abaixo do 0,83% em julho. Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou taxa de 0,56% em agosto, ante 1,24% no mês anterior.

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