Conheça sete dicas de alimentação para prevenir a obesidade

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Publicado sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019 as 11:03, por: CdB

Alimentação adequada e saudável é melhor forma de prevenir sobrepeso e obesidade. Evitar ambientes desfavoráveis e atenção aos rótulos ajudam na prevenção.

Por Redação, com ACS – de Brasília

O Brasil vem enfrentando aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade em todas as faixas etárias. Segundo o Guia alimentar para a população brasileira, o excesso de peso acomete um em cada dois adultos e uma em cada três crianças brasileiras.

O Brasil vem enfrentando aumento expressivo do sobrepeso e da obesidade em todas as faixas etárias

A publicação do Ministério da Saúde ressalta que o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, que possuem composição nutricional desbalanceada e são ricos em gorduras, açúcares e sódio, aliado à atividade física reduzida, é uma das causas deste problema de saúde pública.

A analista técnica da Coordenação Geral de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Helissa de Oliveira Mendonça Moreira, observa que a obesidade é uma doença crônica que tem etiologia multifatorial, de difícil manejo e que está relacionada a uma associação de fatores genéticos, ambientais e comportamentais.

– A obesidade decorre, na maioria dos casos, do desbalanceamento energético, quando o indivíduo consome mais energia do que gasta e resulta em ganho de peso. Também influencia o ambiente obesogênico, que favorece comportamentos relacionados à ingestão de alimentos densamente calóricos e sedentarismo. O que precisamos entender é que a alimentação vai além das escolhas individuais, sendo influenciada pelo ambiente no qual o indivíduo está inserido  –  explica Helissa.

Dicas de alimentação 

No Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, o Saúde Brasil reuniu algumas dicas de alimentação para facilitar a adoção de escolhas alimentares mais saudáveis e prevenir a obesidade, em consonância com as informações do Guia alimentar:

Faça dos alimentos in natura ou minimamente processados e de origem predominantemente vegetal a base da alimentação

Sempre opte por alimentos obtidos diretamente de plantas ou de animais ou então aqueles que foram submetidos a processos que não envolvam agregação de sal, açúcar, óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original. . Exemplos: frutas, verduras, legumes, leite, iogurte natural, feijões, cereais, raízes, tubérculos, ovos, carnes resfriadas ou congeladas, farinhas, macarrão, castanhas, frutas secas, sucos integrais, chá, café e água potável. Para economizar na compra desses produtos, prefira os que estão no período de safra, pois terão menor preço.

Controle o consumo de alimentos de origem animal

Alimentos de origem animal são boas fontes de proteínas e da maioria das vitaminas que necessitamos, mas não contém fibras e podem acrescentar elevada quantidade de calorias por grama e teor excessivo de gorduras não saudáveis (chamadas gorduras saturadas). O Manual Alimentação Cardioprotetora destaca a importância do controle do consumo de carnes (bovina, suína, frango e peixe) principalmente pelos cardiopatas e indivíduos com fatores de risco cardiovascular, por serem alimentos que contêm maior quantidade de gordura saturada, sal e colesterol, que podem fazer mal para o coração.

Utilize óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades

São comumente utilizados para temperar e cozinhar alimentos in natura e minimamente processados, e deixam os alimentos mais agradáveis ao paladar. Produtos como óleos (de soja, milho ou de oliva), banha de porco, gordura de coco, açúcar (refinado, mascavo ou demerara) e sal de cozinha (refinado ou grosso) devem ser utilizados em pequenas quantidades, pois além de favorecer o ganho de peso, aumentam o risco de doenças do coração (sódio e gorduras), de cáries e diabetes (açúcar).

Compre mais em feiras livres ou de produtores locais

Sempre que possível, faça suas compras em locais onde são comercializados prioritariamente alimentos in natura ou mininimamente processados, incluindo orgânicos e de base agroecológica, como feiras, sacolões e varejões. Uma boa alternativa em algumas cidades é comprar de veículos que percorrem as ruas vendendo frutas, legumes e verduras adquiridos de centrais de abastecimento. Em supermercados, uma dica é levar uma lista de compras para evitar comprar mais do que o necessário, sobretudo ultraprocessados em promoção.

Desenvolva habilidades culinárias

O processo de cozinhar implica em preparações baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados. Daí a importância de desenvolver habilidades culinárias, seja pedindo receitas para a família ou conversando com colegas que sabem cozinhar, e mesmo com a ajuda de livros e da internet. Não tem tempo? A dica é cozinhar alimentos que demandam mais tempo (como o feijão) em um único dia, congelar e utilizar ao longo da semana. Macarrão com molho de tomate natural, sopas, omeletes ou arroz com legumes refogados são ótimas opções para os dias em que o tempo está curto.

Evite ambientes desfavoráveis

Comer em frente à televisão ou computador, sem atenção e de maneira rápida são comportamentos que podem levar a um consumo exagerado de alimentos e facilitar o ganho de peso.  O que você pode fazer para favorecer o “comer com regularidade e atenção” é procurar comer em locais limpos, confortáveis e tranquilos, de preferência na companhia de familiares, amigos ou colegas de trabalho. Compartilhar refeições e comer sem pressa ampliam o prazer proporcionado pelo ato de comer.

Fique atento a publicidade

A publicidade de alimentos ultraprocessados frequentemente veicula informações incorretas ou incompletas sobre os produtos. E muitas vezes as propagandas acabam dificultando as escolhas alimentares mais saudáveis. Portanto, a dica é ir além das informações em destaque na embalagem, e sempre verificar a lista de ingredientes. Em geral, se são descritos cinco ingredientes ou mais, o alimento é classificado como ultraprocessados e deve ser evitado, especialmente quando os ingredientes são basicamente formulações industriais ou com nomes desconhecidos.

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