Conservador Seehofer deixará comando de partido aliado de Merkel

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Publicado segunda-feira, 12 de novembro de 2018 as 11:35, por: CdB

Sua renúncia chega depois de Merkel anunciar que seu quarto mandato como chanceler será seu último e que também abdicará da liderança da União Democrata Cristã (CDU), sigla aliada à CSU na esfera nacional.

Por Redação, com Reuters – de Berlim/Paris

O ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer, anunciou nesta segunda-feira que deixará a liderança da União Social Cristã (CSU), partido conservador da Baviera que integra a coalizão de governo da chanceler Angela Merkel.

Ministro do Interior da Alemanha, Horst Seehofer

– Entregarei meu cargo de chefe do partido – disse Seehofer a jornalistas em Bautzen, cidade do leste alemão, acrescentando que o momento de sua renúncia será comunicado durante a semana.

Seehofer disse que deixar a liderança partidária não afeta seu trabalho no gabinete federal.

Sua renúncia chega depois de Merkel anunciar que seu quarto mandato como chanceler será seu último e que também abdicará da liderança da União Democrata Cristã (CDU), sigla aliada à CSU na esfera nacional.

Seehofer disse que sua decisão não foi motivada pelas derrotas de seu partido nas eleições estaduais da Baviera em outubro. “Estou tomando esta decisão para fazer de 2019 um ano de renovação para a CSU”, afirmou.

O ministro, de 69 anos, é aliado, mas também crítico, de Merkel, e lidera a CSU há 10 anos.

Macron e Merkel

Os líderes da Alemanha e da França pediram uma abordagem unificada para promover a paz mundial em um fórum em Paris no domingo, que contou com a presença de dezenas de chefes de Estado e governo com uma notável exceção: o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A chanceler alemã, Angela Merkel, abriu o Fórum da Paz de Paris, após uma cerimônia na capital francesa para marcar o centenário do fim da Primeira Guerra Mundial, com uma advertência de que o nacionalismo “cego” está ganhando terreno na Europa e além.

Ecoando comentários feitos por Macron, ela disse que há uma preocupante iniciativa de alguns para promover o interesse próprio e ignorar os laços que sustentam a paz desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

– A maioria dos desafios hoje não pode ser resolvida apenas por uma nação, mas juntos. É por isso que precisamos de uma abordagem comum – disse Merkel. “Se o isolamento não foi a solução 100 anos atrás, como pode ser hoje em um mundo tão interconectado?”

Macron espera que o fórum possa ajudar a evitar que se caia nas armadilhas do passado promovendo o multilateralismo. Ele quer demonstrar o poder da reconciliação um século depois de a Europa ter sido destruída por um dos conflitos mais sangrentos da história.

Líderes como o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega turco, Tayyip Erdogan, estavam entre os que ouviram Merkel, Macron e o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, elogiarem a ONU e instituições como ela que buscam soluções multilaterais para problemas globais.

Trump, que defende a política de “primeiro os EUA” e tem dito estar orgulhoso de ser nacionalista, desprezou o evento. O Air Force One partiu de Paris para Washington pouco depois do fórum da paz ter sido aberto.

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