Consultoria dos Jogos de Tóquio pagou cerca de US$ 370 mil ao filho de Diack, diz mídia

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Publicado segunda-feira, 21 de setembro de 2020 as 14:13, por: CdB

Uma empresa de consultoria para o comitê de candidatura olímpica de Tóquio pagou cerca de US$ 370 mil ao filho de Lamine Diack, uma das autoridades esportivas mais poderosas do mundo.

Por Redação, com Reuters – de Tóquio

Uma empresa de consultoria para o comitê de candidatura olímpica de Tóquio pagou cerca de US$ 370 mil ao filho de Lamine Diack, uma das autoridades esportivas mais poderosas do mundo, na época em que o Japão foi escolhido para sediar os Jogos de 2020, informou a Kyodo News nesta segunda-feira.

Uma empresa de consultoria para o comitê de candidatura olímpica de Tóquio pagou cerca de US$ 370 mil ao filho de Lamine Diack
Uma empresa de consultoria para o comitê de candidatura olímpica de Tóquio pagou cerca de US$ 370 mil ao filho de Lamine Diack

A reportagem surge em meio a investigações francesas sobre o ex-chefe do comitê de candidatura de Tóquio, Tsunekazu Takeda, por aprovar cerca de US$ 2 milhões em pagamentos para Black Tidings, uma firma de consultoria agora extinta em Cingapura.

As revelações, baseadas em uma revisão de documentos financeiros e também em relatórios do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos e várias organizações de mídia, incluindo a Kyodo, podem lançar luz sobre o que aconteceu com os US$ 2 milhões.

Várias transferências

A Black Tidings fez várias transferências para o filho de Diack, Papa Massata Diack, incluindo algumas em uma conta pessoal e outras para sua empresa, segundo a reportagem. O total combinado foi de cerca de US$ 370 mil, acrescentou.

Papa Massata Diack disse à Kyodo que os pagamentos não estavam relacionados à Olimpíada de Tóquio. Ele se recusou a fazer mais comentários em um e-mail à agência inglesa de notícias Reuters.

Os promotores franceses vinham investigando se a Black Tidings pagou ao jovem Diack para influenciar o pai, que era membro do Comitê Olímpico Internacional e acreditava controlar os votos entre os integrantes africanos.

Escândalo

Takeda renunciou no ano passado devido ao escândalo. Ele admitiu os pagamentos, mas nega irregularidades.

A notícia da Kyodo diz que ele negou qualquer conhecimento de transferências de dinheiro da Black Tidings.

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