Consumidores realizam boicote às lojas Riachuelo e forçam afastamento de Flávio Rocha

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Publicado sábado, 24 de março de 2018 as 15:36, por: CdB

Uma série de denúncias, veiculadas nas mídias conservadora e independente, apontam o envolvimento do MBL com a propagação de notícias falsas.

 

Por Redação – de São Paulo

 

O Grupo Riachuelo decidiu afastar Flávio Rocha de suas atividades na empresa, já a partir da semana que vem, uma vez que ele pretende ser candidato à presidência da República, em 2018. Um dos motivos, no entanto, refere-se ao boicote às lojas Riachuelo. Consumidores de todo o país deixaram de comprar no estabelecimento, após a parceria entre Rocha e o Movimento Brasil Livre (MBL). O grupo tem sido apontado pela mídia brasileira como a maior fábrica de notícias falsas do Brasil.

Flávio Rocha, principal acionista do Grupo Riachuelo, foi afastado da direção da empresa
Flávio Rocha, principal acionista do Grupo Riachuelo, foi afastado da direção da empresa

Uma série de denúncias, veiculadas nas mídias conservadora e independente; apontam o envolvimento do MBL com a propagação de notícias falsas. Os textos foram criados para difamar a memória da ativista Marielle Franco; brutalmente executada no Rio de Janeiro, há 10 dias.

Ligação direta

“A relação entre o Movimento Brasil Livre e o site Ceticismo Político e seu dono, Luciano Ayan, responsável por impulsionar uma campanha de “fake news” (notícias falsas, em inglês) contra Marielle Franco, é mais sólida do que eles admitem, indica a reação a uma apuração do (diário conservador carioca O) Globo. Oficialmente, o MBL afirma não ter ligação com o Ceticismo Político e tampouco conhecer Ayan. Mas um e-mail enviado pelo Globo ao MBL, com questões sobre a onda difamatória contra a vereadora executada, foi publicado horas depois na página do Ceticismo Político”, relata o jornal, na edição deste sábado.

Ainda segundo O Globo, “a cronologia da troca de mensagens e de sua divulgação reforça a suspeita de uma ligação entre os dois grupos”.

“O e-mail de O Globo foi enviado para o MBL às 10h29 de quinta-feira. Pouco depois, às 10h44, outra mensagem, com perguntas diferentes, foi remetida para Ayan. O Globo não recebeu resposta de Ayan. Na tarde de quinta-feira, às 15h10, um dos coordenadores do MBL, Renato Battista, ligou para a redação do Globo para responder às perguntas enviadas pela manhã. Na conversa, ele negou conhecer Luciano Ayan”, acrescentou.

Reação imediata

Nas redes sociais, consumidoras e consumidores comentaram sobre a parceria entre Flávio Rocha e o MBL:

A consumidora Angela Mamede afirmou, em uma rede social, que “gostava da Riachuelo. Gostava de pinçar peças de roupa baratas e bonitas. Mas desde que o dono começou a demonstrar seu fascismo; apoiando o Golpe contra a democracia brasileira e apoiando as reformas trabalhista e da previdência; prejudicando justamente as suas próprias clientes, que são mulheres de classe média e média baixa; tomei um nojo imenso da Riachuelo”.

“Cortei totalmente essa loja da minha vida. Não piso mais lá de jeito nenhum”, acrescentou.

Por último, Juliana Mello, também em seu perfil social; afirma que “depois de saber do conluio dessa empresa Riachuelo com o golpe e com o discurso mais fascista que existe no cenário atual (MBL); não ponho mais meus pés nesta loja”.

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