Cooperação entre China e Rússia deixa EUA em situação ainda mais complicada

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Publicado domingo, 13 de janeiro de 2019 as 15:51, por: CdB

Nota-se também que os Estados Unidos perderam sua posição de vantagem que tinham na segunda metade da Guerra Fria, quando suas relações individuais com a URSS e com a China eram significativamente melhores do que entre Moscou e Pequim.

 

Por Redação, com Sputniknews – de Moscou

 

A maior ameaça para os Estados Unidos é a cooperação cada vez mais forte entre a Rússia e a China. Tal união pode se tornar um verdadeiro “pesadelo americano”, avisam especialistas do Centro de Interesses Nacionais.

Putin e Xi Jinping formam uma aliança que preocupa os Estados Unidos
Putin e Xi Jinping formam uma aliança que preocupa os Estados Unidos

De acordo com os especialistas, citados pela revista The National Interest, Washington comete um erro gravíssimo ao subestimar a cooperação cada vez mais estreita entre Moscou e Pequim.

Cooperação

Nota-se também que os Estados Unidos perderam sua posição de vantagem que tinham na segunda metade da Guerra Fria, quando suas relações individuais com a URSS e com a China eram significativamente melhores do que entre Moscou e Pequim.

No entanto, os analistas enfatizam que, apesar de haver boas relações entre a Rússia e a China, no momento não se trata de qualquer aliança oficial entre os dois países. Segundo destacam os especialistas estadunidenses, Pequim continua preocupada que uma aliança com Moscou possa enfraquecer bastante a cooperação econômica com Washington.

Por outro lado, a China tem uma motivação extremamente positiva para aprofundar a cooperação econômica com a Rússia, mas não tomará medidas para proteger Moscou da pressão do Ocidente como, por exemplo, mudar completamente para transações financeiras em moedas nacionais.

Questão complicadíssima

A edição lembra as palavras do embaixador chinês nos Estados Unidos, Cui Tiankai, que disse que é mais vantajoso para a China trabalhar com a Rússia e outros países a fim de acelerar a criação de um mundo multipolar, em vez de estar constantemente com Moscou em um conflito bipolar com Washington.

Nota-se que durante um longo período de tempo os analistas americanos consideraram com ceticismo a possibilidade de haver uma cooperação profunda entre a Rússia e a China. No entanto, os Estados Unidos adotaram inconscientemente medidas que apenas têm aproximado Moscou e Pequim.

Como responder a tal reaproximação é agora uma “questão complicadíssima” para Washington, escreve a revista.

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