Copa do Mundo de Natação é remarcada para 2021

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Publicado terça-feira, 18 de agosto de 2020 as 12:51, por: CdB

A pandemia do novo coronavírus impactou o calendário de competições esportivas em todo o mundo. Com a Copa do Mundo de Natação não foi diferente. A Federação Internacional de Natação (Fina) remarcou para para setembro e outubro as seis etapas da competição.

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro/São Paulo

A pandemia do novo coronavírus (covid-19) impactou o calendário de competições esportivas em todo o mundo. Com a Copa do Mundo de Natação não foi diferente. A Federação Internacional de Natação (Fina) remarcou para para setembro e outubro as seis etapas da competição. Todas serão realizadas em piscinas curtas (25 metros), Inicialmente, o Mundial ocorreria no segundo semente deste ano.

Copa do Mundo de Natação é remarcada para setembro e outubro de 2021
Copa do Mundo de Natação é remarcada para setembro e outubro de 2021

Em nota oficial, a Fina explicou que as cidades-sede, Cingapura, Jinan (China), Berlim (Alemanha), Budapeste (Hungria), Doha (Catar) e Kazan (Rússia), demostraram interesse de manter o cronograma inicial . Mesmo assim, a entidade decidiu reorganizar o calendário do evento.

“Apesar de as cidades-sede da Copa do Mundo de Natação em 2020 demonstrarem continuamente seu interesse em sediar a competição este ano, a recomendação da Força-Tarefa da Fina, indicada para revisar a situação, é de adiá-la para o próximo ano, a fim de garantir a segurança dos atletas e todas as partes interessadas envolvidas”, diz a instituição, em nota publicada segunda-feira.

Cingapura

As primeira disputas serão em Cingapura e Jinan, em setembro, ainda sem datas definidas. Em outubro os europeus recebem o evento. A primeira anfitriã no Velho Continente será Berlim (Alemanhã), com prova entre os dias 1º e 3 de outubro.

A etapa seguinte será em Budapeste (Hungria), entre os dias 7 a 9. Na segunda quinzena o Mundial estará em Doha (Qatar), de 21 a 23. O encerramento do Mundial será em Kazan (Rússia), com provas entre os dias 28 e 30 de outubro. Ao todo, a Fina vai destinar US$ 2,5 milhões em premiações, o equivalente a R$ 13 milhões.

CBB e Comitê de Clubes

O planejamento dos torneios da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) em parceria com o Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) para 2021 foi divulgado em tom de lamentação. A entidade responsável pela modalidade no país afirma que o Comitê, que atende projetos de formação em diversos esportes, com recursos oriundos das loterias federais, teria reduzido o investimento na base para ampliá-lo no adulto, por meio de acordo com a Liga Nacional de Basquete (LNB), que prevê auxílio logístico durante o Novo Basquete Brasil (NBB). À Agência Brasil, o CBC rechaça o discurso de corte e justifica as mudanças.

A CBB anunciou a realização de 10 torneios no próximo ano, divididos em três categorias (sub-14, sub-16 e sub-19) e duas edições da modalidade 3×3, nos naipes masculino e feminino. A estimativa é reunir 1,4 mil atletas ao todo. Em 2020, não fosse a pandemia do novo coronavírus (covid-19), a parceria com o Comitê, firmada em 2017, culminaria em 26 campeonatos de base promovidos e mais de 2,4 mil jogadores envolvidos.

Em nota, a confederação menciona que os eventos de base também colaboram com a formação de árbitros e técnicos, afirma que as competições atraem filiados ao CBC e que os torneios são de “tiro curto, em sintonia com o calendário escolar, sem prejudicar o desenvolvimento estudantil”. Ainda segundo o comunicado da CBB, a projeção para 2021 é de uma redução “acima de 60%” no número de campeonatos. Saem do calendário as categorias sub-13, sub-15, sub-18, sub-21 e sub-23, além do sub-14 e sub-17 no 3×3.

No texto, o presidente da CBB, Guy Peixoto Júnior, diz que “a necessidade da base é muito maior e tirar de um para colocar em outro não é a melhor escolha” e recorda a redução no patrocínio ao esporte olímpico após os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. “O CBC surgiu como uma alternativa para a manutenção da qualidade dos torneios de base. E essa mudança de mentalidade, infelizmente, prejudicará o desenvolvimento de muitos jovens. Vamos continuar em busca de recursos e parcerias para seguir fortalecendo a base”, analisa o dirigente.

A nota da confederação relata, por fim, a preocupação de clubes formadores pela maioria desses projetos não trabalhar com o alto rendimento. “Com a pandemia da covid-19, essa alteração representa também um segundo ano perdido, já que 2020 não pôde ter o calendário proposto”, conclui o texto.

Comitê fala em organizar o sistema

A parceria entre CBC e LNB também começou em 2017, antes voltada à realização da Liga de Desenvolvimento (LDB), torneio nacional masculino sub-22. Pelo novo acordo, além de arcar, no LDB, com viagens áreas e hospedagens de times visitantes que atuem fora dos estados ou acima de 500 quilômetros na mesma região, o Comitê de Clubes apoiará o NBB da mesma forma.

O CBC é beneficiário de 0,5% da arrecadação das loterias. A realização de competições interclubes é um dos eixos de investimento da entidade, que contempla, também, aquisição de equipamentos esportivos e contratação de profissionais, por meio de editais. À Agência Brasil, o presidente do Conselho Consultivo do Comitê, Arialdo Boscolo, afirma que a mudança no direcionamento da verba do basquete se dá para organizar o planejamento do próximo ciclo olímpico, entre 2021 e 2024.

– Você tinha, em algumas situações, campeonatos que não é que se conflitavam, mas tinham categorias praticamente parecidas. Não há dinheiro para tudo. O que tem que fazer é tentar organizar o sistema. Chamamos as entidades. Definimos ficar com três categorias na CBB, sub-14, sub-16 e sub-19. A Liga de Desenvolvimento, que é sub-22, vem na sequência e depois a [categoria] principal. Estabelecemos à Liga e à CBB um volume para o apoio financeiro. Não é que damos o dinheiro. É para que eles desenvolvam um sistema de disputa que caiba no orçamento – explica sem detalhar valores.

O dirigente diz também que o apoio ao NBB exige uma contrapartida à formação. “Todos os clubes da liga principal terão que disputar a Liga de Desenvolvimento, sem exceção. Você já teve casos de [um clube] contratar um time inteiro, aí, no ano seguinte, ele para de competir e o time acaba. Não [pode ser assim], ele tem de fazer o desenvolvimento. É um processo de conscientização”, explica. Segundo ele, as entidades que disputarão o Campeonato Brasileiro (organizado pela CBB, dá acesso ao Novo Basquete Brasil) também deverão competir, ao menos em uma das categorias de base.

– Estamos tentando colocar uma mensagem positiva. Os clubes ficaram cinco meses fechados, a maioria das empresas estatais tiraram recursos de patrocínio, as empresas estão tirando recursos de publicidade. Se você não socorre (os clubes) agora, acaba com o esporte? Estamos fazendo algo organizado, discutido – conclui Boscolo.