Coréia do Sul diz que Norte não tem armas nucleares

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Publicado segunda-feira, 10 de fevereiro de 2003 as 15:09, por: CdB

O primeiro-ministro da Coréia do Sul, Kim Suk-soo, declarou nesta segunda-feira que não acredita que a Coréia do Norte possua armas nucleares, contradizendo alegações dos Estados Unidos de que o país tenha uma ou duas bombas atômicas.

O comentário do premier pareceu refletir as diferenças de percepção entre Seul e seu principal aliado, Washington, em relação à Coréia do Norte.

Muitos sul-coreanos não consideram que o programa nuclear do vizinho seja uma séria ameaça, apesar de o presidente norte-americano George W. Bush ter acusado a Coréia do Norte de integrar um “eixo do mal” – juntamente com Irã e Iraque — por supostamente desejar adquirir armas de destruição em massa.

Em Tóquio, o embaixador norte-americano Howard H. Baker advertiu, citando fontes não identificadas e reportagens de imprensa, que a Coréia do Norte poderia realizar um teste com mísseis.

A Coréia do Norte alarmou a região ao disparar um foguete que sobrevoou o Japão e caiu no Oceano Pacífico em 1998.

“Nós recebemos informações de que eles poderiam estar envolvidos em um teste de mísseis, talvez sobrevoando o Japão”, disse o diplomata durante um discurso num fórum regional de segurança.

Em um pronunciamento para a Assembléia Nacional sul-coreana, Kim afirmou que não havia provas de que a Coréia do Norte possuísse bombas atômicas.

“A Coréia do Norte teria supostamente extraído plutônio suficiente para produzir uma ou duas bombas antes de 1994,” disse Kim. “Desde então não houve confirmação de que realmente fabricou armas nucleares. Nós acreditamos que não tenham nenhuma”.

No fim da semana passada, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald H. Rumsfeld, declarou em Munique, na Alemanha, que serviços de inteligência estimam que a Coréia do Norte disponha de “uma ou duas armas nucleares” e “que pode possuir material suficiente para produzir de seis a oito bombas atômicas” até maio ou junho.

A Coréia do Norte disse apenas ter o direito de desenvolver armas nucleares.