Coreia do Norte chama premiê do Japão de ‘idiota’

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Publicado quinta-feira, 7 de novembro de 2019 as 11:38, por: CdB

A Coreia do Norte classificou o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nesta quinta-feira, como um idiota que não deveria nem sonhar em colocar os pés em Pyongyang

Por Redação, com Reuters – de Seul

A Coreia do Norte classificou o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, nesta quinta-feira, como um idiota que não deveria nem sonhar em colocar os pés em Pyongyang, em um comentário repleto de insultos publicado na mídia estatal em reação às críticas do líder japonês ao mais recente teste nuclear norte-copreano.

Premiê japonês, Shinzo Abe
Premiê japonês, Shinzo Abe

A Coreia do Norte realizou um teste do que chama de “lançadores de foguetes múltiplos super grandes” em 31 de outubro, mas o Japão disse que provavelmente eram mísseis balísticos que violaram sanções da Organização das Nações Unidas (ONU).

Abe repudiou o teste durante uma cúpula asiática nesta semana, mas dizendo estar disposto a se encontrar com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, “sem condições”, para resolver a questão dos cidadãos japoneses sequestrados pelo país isolado, relatou a agência de notícias Kyodo, citando o governo japonês.

“O primeiro-ministro japonês Abe, que agora está criando tanto caso com o disparo de teste de nosso lançador de foguetes múltiplos super grande como se uma ogiva nuclear tivesse caído em solo japonês, é um idiota”, disse a agência de notícias norte-coreana KCNA citando um comunicado de Song Il Ho, embaixador para os laços com Tóquio.

Medidas de autodefesa

“Abe, que tem feito comentários infelizes sobre nossas medidas de autodefesa legítimas soltando a língua irresponsavelmente… não deveria nem sonhar em cruzar o limite de Pyongyang nunca”.

Em 2002, a Coreia do Norte admitiu que seus agentes sequestraram 13 japoneses entre os anos 1960 e 1980. O Japão diz que 17 de seus cidadãos foram raptados, cinco dos quais foram repatriados.

A Coreia do Norte disse que oito morreram e que outros quatro jamais entraram no país.

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