Coreia do Sul e Japão reagem ao avanço da covid-19

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Publicado terça-feira, 15 de dezembro de 2020 as 13:03, por: CdB

O novo coronavírus colocou a Coreia do Sul “contra a parede”, disse o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, quando as escolas foram forçadas a fechar sob o que poderá vir a ser um lockdown de nível 3, o máximo de restrições sociais no país. Seria o primeiro do ano.

 

Por Redação, com DW – de Seul/Tóquio

O novo coronavírus colocou a Coreia do Sul “contra a parede”, disse o presidente sul-coreano, Moon Jae-in, na segunda-feira, quando as escolas foram forçadas a fechar sob o que poderá vir a ser um lockdown de nível 3, o máximo de restrições sociais no país. Seria o primeiro do ano.

Para conter a covid-19, a Coreia do Sul decidiu instalar 150 centros de teste gratuitos em Seul
Para conter a covid-19, a Coreia do Sul decidiu instalar 150 centros de teste gratuitos em Seul

Desde janeiro, a Coreia do Sul havia conseguido conter, em grande parte, a propagação do vírus Sars-Cov-19  com o uso de máscaras, restrições a viagens e um estrito distanciamento social.

Mas, no domingo, o centro sul-coreano de controle de doenças KDCA relatou um recorde diário de 1.030 novas infecções, além de outras 718 no dia seguinte. Embora tais cifras sejam pequenas na comparação com o

s números registrados nos continentes europeu e americano nas últimas semanas, eles representam um aumento significativo para a Coreia do Sul.

Os maiores surtos foram detectados em Seul, ao redor da província de Gyeonggi, e em Incheon, a metrópole mais populosa do país, com 25 milhões de habitantes.

– Este é um momento crucial para concentrar todas as nossas capacidades de controle viral e poder administrativo no combate ao coronavírus – disse Moon, acrescentando: “Estamos contra a parede.”

Escolas fecham, e centros de testes gratuitos são abertos

A partir desta terça-feira, as escolas em Seul e arredores deverão permanecer fechadas, oferecendo apenas aulas online até o fim de dezembro. Centenas de soldados, policiais e outros funcionários do setor público também deram início a um grande esforço de rastreamento para ajudar a localizar portadores do vírus. Para isso, 150 centros de teste gratuitos estão sendo instalados gradualmente na capital – além dos mais de 210 locais já existentes.

Anteriormente, qualquer pessoa que desejasse um diagnóstico por iniciativa própria tinha que pagar caso o teste desse negativo.

Dirigindo-se às autoridades de saúde do país, o primeiro-ministro sul-coreano, Chung Sye-kyun, disse que seu governo não hesitará em adotar o nível 3 de restrições se isso for considerado necessário e que vai levar em consideração as opiniões dos ministérios relacionados, governos locais e especialistas.

Na Coreia do Sul, a quarta maior economia da Ásia, um lockdown de nível 3 não implica um confinamento como o adotado em alguns países da Europa e nos Estados Unidos, mas visa restringir as atividades sociais e profissionais. Na prática envolve aulas à distância e proibição de reuniões com mais de dez pessoas.

Críticas ao apoio ao turismo no Japão

No Japão, o primeiro-ministro Yoshihide Suga cedeu à pressão nesta segunda-feira para interromper um sistema de subsídios para viagens domésticas, depois que as autoridades japonesas relataram um recorde de mais de 3 mil novos casos de coronavírus em um único dia no sábado.

Apesar de a aproximação do inverno ter sido acompanhada de um aumento de casos em Tóquio, Osaka e na ilha de Hokkaido, no norte, Suga tem justificado evitar mais restrições com receios por parte do setor econômico.

No próximo ano, o Japão ainda espera sediar os Jogos Olímpicos, que foram adiados.

O médico Fumie Sakamoto, gerente de controle de infecções do Hospital Internacional São Lucas, em Tóquio, pediu mais testes na capital e arredores.

A taxa de positividade em Tóquio se encontra acima de 6%, ou seja, a cada cem pessoas testadas, seis recebem resultado positivo. “Por isso devemos fazer mais alguns testes para reduzir esse número”, disse Sakamoto.

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