Coreia do Sul vê risco em surto de covid-19 crescente surgido em igreja

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Publicado quarta-feira, 19 de agosto de 2020 as 13:35, por: CdB

A Coreia do Sul relatou nesta quarta-feira seu maior aumento diário de casos do novo coronavírus desde o início de março em decorrência da disseminação de surtos surgidos em igrejas da capital, o que provocou um alerta para uma onda nacional de infecções.

Por Redação, com Reuters – de Seul

A Coreia do Sul relatou nesta quarta-feira seu maior aumento diário de casos do novo coronavírus desde o início de março em decorrência da disseminação de surtos surgidos em igrejas da capital, o que provocou um alerta para uma onda nacional de infecções.

Mulheres com máscara de proteção contra covid-19 caminham por distrito de compras em Seul
Mulheres com máscara de proteção contra covid-19 caminham por distrito de compras em Seul

As 297 infecções novas assinalam o sexto dia seguido de elevação de três dígitos em um país que conseguiu domar vários surtos anteriores.

O total nacional subiu para 16.058 infecções e 306 mortes, de acordo com dados do Centro para Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC).

Quase 90% dos casos novos surgiram na capital Seul e em áreas vizinhas, causando o temor de uma proliferação rápida do vírus em uma região metropolitana de mais de 25 milhões de habitantes.

– Estamos em uma crise desesperadoramente perigosa na qual as infecções estão se espalhando na área metropolitana de Seul e ameaçando levar a uma transmissão de âmbito nacional maciça – disse o vice-ministro da Saúde, Kim Gang-lip, em uma entrevista coletiva.

– O governo não consegue conter o surto atual só com rastreamento e isolamento… por favor, fiquem em casa, a menos que precisem sair.

Infecções

Pelo menos 166 das infecções novas estão ligadas à Igreja Sarang Jeil, o que eleva o número de casos surgidos ali para 623.

As autoridades mobilizaram cerca de 8,5 mil policiais para rastrear outros 600 membros da congregação que deveriam estar isolados e estão tentando examinar todos seus 4 mil membros.

Alguns integrantes da igreja, que é administrada por um pastor conservador radical, estão relutando para se apresentar e ser examinados ou para se isolar, disseram autoridades.

Muitos deles também participaram de manifestações antigoverno em Seul que reuniram milhares de pessoas de toda o país no final de semana, criando o temor de que as infecções tenham se originado no evento.

Protestos

O vice-diretor do KCDC, Kwon Jun-wook, disse que 10 pessoas presentes nos protestos que não têm ligação com a igreja se infectaram, e pediu que todos os participantes sejam examinados.

O primeiro-ministro sul-coreano, Chung Sye-kyun, prometeu adotar ações legais contra a igreja no caso de qualquer tentativa de atrapalhar o rastreamento e os esforços para a realização de exames omitindo listas de filiados precisas.

Clubes noturnos, bares de karaokê, bufês e cibercafés receberam ordens de fechamento, e também foram proibidos os serviços presenciais em igrejas e reuniões de 50 pessoas ou mais em locais fechados e de 100 ou mais ao ar livre.