Coronavírus testa estabilidade da cadeia global de suprimentos

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Publicado quarta-feira, 11 de março de 2020 as 19:14, por: CdB

Também conhecido como COVID-19 (nome criado pela OMS – Organização Mundial da Saúde), o coronavírus que está alarmando diversos países se apresenta como uma nova mutação.

Por Paulo Roberto – de São Paulo

O coronavírus está se espalhando por várias partes do mundo. Com a notícia da disseminação do vírus muitos países têm sofrido com o impacto econômico condizente com a distribuição de produtos. Trata-se de um verdadeiro teste de estabilidade da cadeia global de suprimentos. Diante deste cenário grandes marcas têm se preocupado com uma possível queda na distribuição global de mantimentos. Alguns investidores estão realizando uma leitura macroeconômica no sentido de aproveitar o momento para investir no mercado financeiro. São diversas alternativas, como por exemplo, comprar ações da Apple, adquirir dólar americano, apostar em fundos, dentre outras opções. Para entender de forma mais profunda as consequências do coronavírus na economia mundial basta seguir os próximos parágrafos.

O Ibovespa registrava leve queda na sessão desta segunda-feira, com a instabilidade política que tomou conta do Brasil e da América Latina
O segmento industrial vem enfrentando um verdadeiro desafio diante do atual cenário, demonstrado nos números das bolsas de valores

Também conhecido como COVID-19 (nome criado pela OMS – Organização Mundial da Saúde), o coronavírus que está alarmando diversos países se apresenta como uma nova mutação. As primeiras aparições do coronavírus datam de 1960, mas esta nova mutação teve seu primeiro registro na China, no final de dezembro de 2019.

Ainda que a China seja o epicentro do novo coronavírus, mais casos de pessoas infectadas em outros territórios são anunciados na mídia a cada dia. Portanto, não somente a cadeia de distribuição chinesa está sendo afetada. Já existem indícios de problemas na distribuição de produtos em várias partes do mundo. Da mesma forma, o mercado de ações está recebendo influência direta do COVID-19. Inúmeras empresas estão sofrendo com esta situação que iniciou como um problema de saúde e já se destaca como uma crise econômica de nível mundial.

Tecnologia

O segmento industrial vem enfrentando um verdadeiro desafio diante do atual cenário. Algumas indústrias e companhias apresentam um risco ainda maior, como no caso da Apple, Amazon e demais indústrias de manufatura, como as fabricantes de automóveis, por exemplo. No intuito de se antecipar a problemas relacionados ao coronavírus, empresas como Twitter, Nike e Apple estão se prevenindo. O Twitter cancelou a participação de seus colaboradores em eventos. A Nike fechou metade de suas lojas na China. A Apple realizou uma movimentação para que seus colaboradores da unidade do Apple Park, localizado em Seattle, trabalhem de casa. Enfim, existem esforços que vão além do território chinês.

Em termos de mercado econômico, as gigantes da tecnologia têm sofrido com queda nas ações. A Apple é um dos exemplos. A empresa americana anunciou que não conseguiria bater a meta de faturamento prevista para o fim de março de 2020. A notícia impactou os investidores o que resultou em uma reação negativa do mercado de ações da empresa.

Toda a repercussão do coronavírus apresenta muito prejuízo para o mundo corporativo, o que se reflete em problemas econômicos para diversos países. Uma notícia boa dentro de todo este turbilhão é que a China acabou apresentando redução dos níveis de poluição. Com o imenso montante de fábricas paralisadas na tentativa de não disseminar o COVID-19, o que ocorreu foi uma intensa redução de gases provenientes das indústrias. Por mais que o nível de poluição seja retomado, é preciso analisar o quão prejudicial são estes tipos de gases não só para a população dos arredores das fábricas, mas para todo o país.

O coronavírus deixou de ser apenas um problema de saúde para influenciar a economia internacional. Como a China se apresenta como um dos polos comerciais mais fortes do mundo, a redução da produção tem impactado diretamente vários países. Agora resta saber se a cadeia global de suprimentos voltará ao normal caso o coronavírus seja estabilizado.