Corpo de Bombeiros traça raio-X sobre ocorrências de trânsito 

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Publicado terça-feira, 30 de outubro de 2018 as 14:34, por: CdB

A partir dos dados registrados pelas unidades operacionais do CBMERJ, foi possível desenvolver uma análise epidemiológica e geográfica dos acidentes, traçando o perfil das ocorrências e das vítimas de cada região.

Por Redação, com ACS – do Rio de Janeiro

O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro divulgou um raio-X dos eventos de trânsito envolvendo vítimas socorridas pela corporação em 2017. A publicação Vidas em Trânsito, disponível no site da instituição, tem como base os atendimentos pré-hospitalares realizados no território Fluminense envolvendo veículos terrestres.

Publicação Vidas em Trânsito analisa o perfil dos eventos e das vítimas

A partir dos dados registrados pelas unidades operacionais do CBMERJ, foi possível desenvolver uma análise epidemiológica e geográfica dos acidentes, traçando o perfil das ocorrências e das vítimas de cada região.

– A riqueza de informações coletadas permite produzir diagnósticos e conhecer as relações multifatoriais de causalidade das lesões e mortes decorrentes de acidentes de trânsito no Estado. Com esta iniciativa, o Corpo de Bombeiros do Rio amplia a abrangência de sua atuação, vai além da assistência imediata às vítimas e fornece informações que podem ser usadas para basear e fortalecer estratégias de prevenção – afirmou o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do CBMERJ, coronel Roberto Robadey Jr.

Vidas em Trânsito

Os homens – especialmente os jovens , foram as vítimas mais numerosas Estado em 2017. Na faixa etária de 20 a 29 anos, por exemplo, três de cada quatro socorridos pelo CBMERJ eram do sexo masculino. A incidência foi 324% maior do que entre as mulheres da mesma idade. Campeões em acidentes, eles também foram os que se envolveram nos casos de maior complexidade e gravidade.

Apesar da predominância masculina adulta, de forma geral, o relatório chama a atenção para a prevalência de acidentes envolvendo bicicletas, entre as crianças, e os atropelamentos, entre os idosos.

As motocicletas apareceram como meio de locomoção campeão em vítimas atendidas (47,7%), seguidas dos automóveis (28,9%), dos atropelamentos (11,7%) e das bicicletas (6,9%). Apenas 2,8% das pessoas socorridas estavam em ônibus, 1,2% em caminhões e 1% em vans.

– Embora as motos só representassem 16,7% da frota do Estado, foram responsáveis por quase metade dos socorros a vítimas registrados 2017. Os eventos de colisão envolveram 24.516 pessoas, a maioria delas (66,3%) contra anteparos ou outros veículos. Quedas representaram 33,7% dos casos. Já os automóveis, que correspondem a 68,2% da frota, foram registrados como meio de transporte de menos de 1/3 dos atendidos – explicou o comandante.

Os membros inferiores (34%) e superiores (31,6%) foram as partes mais afetadas dentre as lesões causadas, seguidos da cabeça – crânio (10,1%) e face (11,7%). Os eventos que geraram maior número de traumas graves foram os atropelamentos; o menor número diz respeito a vítimas socorridas em ônibus.

– Pedestres são mais vulneráveis a traumas múltiplos, lesões graves e mortes. As vítimas ficam desprotegidas e expostas ao impacto direto do veículo – complementou Robadey.

Dos 1.236 óbitos constatados na cena do socorro, 35,5% envolviam condutores ou tripulantes de motocicletas, 33,9% ocupantes de automóveis e 20% de pedestres. Os outros 10,6% contabilizam outros perfis.

Dispositivos de segurança

O relatório aponta que apenas 44,7% dos acidentados em automóveis usavam o cinto de segurança. Entre os motociclistas, a utilização do capacete foi registrada em 63% dos casos. O assento infantil só foi percebido em 34,6% dos socorros envolvendo crianças de zero a sete anos.

– É fundamental ressaltar a importância dos dispositivos de segurança obrigatórios. É fácil observar: quanto maior a proteção, menor a lesão. Nossos registros mostram, por exemplo, que apenas 25,3% das vítimas graves de acidentes de carro, com risco iminente de vida, estavam de cinto. Dentre os que saíram ilesos, 69,9% usavam o equipamento de proteção. O mesmo padrão é notado entre os motociclistas. Nas fatalidades, mais da metade não usava capacete. Entre as vítimas leves, o uso do acessório foi registrado em 75,5% dos casos – destacou o oficial.

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