Corpo de PM assassinado é encontrado na Zona Oeste do Rio

Arquivado em: Destaque do Dia, Polícia, Rio de Janeiro, Últimas Notícias
Publicado quarta-feira, 11 de abril de 2018 as 12:15, por: CdB

As investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital. Segundo a Polícia Civil, a perícia no local do crime já foi realizada

Por Redação, com ABr – do Rio de Janeiro:

O subtenente reformado da Polícia Militar, Anderson Claudio da Silva, de 48 anos, foi assassinado na noite anterior, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro. Seu corpo foi encontrado dentro de um veículo, que tinha várias marcas de tiro, na praça Miguel Osório, no Recreio dos Bandeirantes.

Policial militar reformado é morto a tiros dentro de BMW, no Recreio dos Bandeirantes

Com o ex-policial, foi encontrada uma arma. Depois da ocorrência, os policiais do Batalhão do Recreio (31º BPM) encontraram um ex-policial militar; que estava ferido e tinha uma pistola dentro do carro. Ele foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge; sob custódia por suspeita de participação no assassinato.

As investigações estão a cargo da Delegacia de Homicídios da Capital. Segundo a Polícia Civil, a perícia no local do crime já foi realizada. Os agentes buscam imagens e testemunhas do assassinato. Com a morte do subtenente, já chegam a 36 os policiais mortos vítimas da violência este ano no Rio de Janeiro, dos quais 34 eram policiais militares.

Justiça

O juiz Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito; no interior do estado, determinou na terça-feira a expedição de mandado de prisão de Adriana Ferreira Almeida Nascimento.  Ela foi condenada, em dezembro de 2016, a 20 anos de prisão; após ser acusada de mandar matar, em janeiro de 2007, o marido Renné Senna; lavrador que ganhou R$ 52 milhões sozinho na Mega-Sena.

A decisão foi tomada porque o recurso de protesto da viúva por novo júri não foi aceito pela 2ª Vara Criminal de Rio Bonito. A decisão foi mantida pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, esgotando a discussão em segunda instância. A defesa de Adriana interpôs recurso especial ao qual não foi atribuído efeito suspensivo por decisão da 3ª vice-presidência do Tribunal de Justiça.

Decisão

Na decisão, o juiz Pedro Amorim disse que “pelo exposto, respeitado o duplo grau de jurisdição e definida autoria e materialidade do delito; não há razão para que seja postergada a execução da pena, em especial no caso em análise; que tem por objeto crime praticado há mais de uma década. Deste modo, expeça-se mandado de prisão em desfavor da ré para execução provisória da pena imposta”, determinou.

O magistrado argumentou que o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou jurisprudência no sentido de; que a execução provisória de acórdão penal condenatório proferido em segunda instância, ainda que sujeito a recurso especial ou extraordinário; não compromete o princípio constitucional da presunção de inocência afirmado pelo artigo 5º, inciso LVII, da Constituição Federal.

Lavrador

O lavrador Renné Senna ganhou R$ 52 milhões na Mega-Sena em julho de 2005 e foi assassinado quase dois anos depois, com quatro tiros, quando conversava com amigos na porta de um bar em Rio Bonito, onde morava. A viúva, Adriana Almeida, 25 anos mais jovem que Sena, foi apontada pela polícia como a mandante do crime, supostamente motivada pela herança.

O caso foi encerrado em dezembro de 2016, quando Adriana Almeida foi condenada a 20 anos de prisão por homicídio duplamente qualificado. Adriana era cabeleireira na cidade e foi levada por uma irmã da vítima a passar o Natal na casa que o milionário tinha adquirido em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio.

A suspeita

Durante a festa de final de ano, Adriana se aproximou de Renné e começou a namorá-lo. Humilde, ele decidiu voltar para Rio Bonito, onde nascera; e, meses depois, casou com Adriana, que começou a mandar em tudo, afastando Renné dos irmãos e parentes e até da filha que homem tinha de um relacionamento anterior.

A vítima sofria de diabetes e teve de amputar as duas pernas, em consequência da doença. Ele andava em um quadriciclo pela cidade e tinha o hábito de; nos finais de semana, ir a um bar conversar e tomar cerveja com amigos; quando foi assassinado. Os matadores estavam em uma moto e fizeram diversos disparos contra Renné, que morreu na hora.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *