Corte Arbitral reduz sentença da UEFA contra o Manchester City

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Publicado segunda-feira, 17 de agosto de 2020 as 14:22, por: CdB

Os dirigentes da UEFA alegaram que os donos do time de Manchester fizeram aportes ilegais de recursos e fraudaram a contabilidade do clube. A Corte Arbitral do Esporte (CAS), no entanto, reverteu a punição e reduziu a multa de 30 milhões de euros para 10 milhões.

A Associação Europeia de Futebol (UEFA, na sigla em inglês) manteve, nesta segunda-feira, o banimento do time britânico Manchester City de todas as competições no continente, por duas temporadas. Trata-se de uma das mais pesadas decisões na história do esporte bretão, o que deixou os demais clubes impressionados.

O executivo Pedro Daniel considerou pesada a decisão da UEFA contra o Manchester City
O executivo Pedro Daniel considerou pesada a decisão da UEFA contra o Manchester City

Os dirigentes da UEFA alegaram que os donos do time de Manchester fizeram aportes ilegais de recursos e fraudaram a contabilidade do clube. A Corte Arbitral do Esporte (CAS), no entanto, reverteu a punição e reduziu a multa de 30 milhões de euros para 10 milhões. O Manchester, assim, foi condenado apenas por não colaborar com as investigações; não mais por irregularidades contábeis.

— O Fair Play Financeiro não foi criado para punir ninguém, nem criar sanções. Ele visa apenas o desenvolvimento sustentável, sem lavagem de dinheiro — afirmou o diretor-executivo da Ernst & Young, Pedro Daniel, em entrevista aos repórteres da Betway, site de aposta online.

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Ainda segundo Daniel, “os donos têm permissão para fazer aportes de até 30% da receita do clube. Se não passar disso, não há porque punir”. O Manchester City torna-se, agora, mais um dos favoritos nos tradicionais sites ingleses de esporte bet para a próxima temporada da Champions League, com o elenco reforçado.

De acordo com os especialistas ouvidos pela Betway, a realidade é que o modelo de negócios, embora em plena operação e reconhecido por toda a Europa, traz mais dúvidas e confusões do que a certeza necessária à confiança dos investidores. A falta de credibilidade dos dirigentes ficou estampada nas mais indignadas reações dos principais técnicos da Premier League, após o anúncio da sentença exagerada do CAS.

O Fair Play Financeiro (FPF), para o futebol brasileiro, ainda é apenas uma ideia, em fase de planejamento.

— A previsão é que seja implementado de maneira definitiva ainda esse ano — afirma o presidente da Comissão de Direito Esportivo do Instituto de Advogados Brasileiros, Maurício Corrêa, sempre otimista.

Equilíbrio

Para deixar bem claro aos torcedores brasileiros, segundo Corrêa, o FPF “não tem qualquer intenção de equilibrar as ligas”. O objetivo, disse ele durante bate-papo com o time da Betway, site de esporte bet, é obrigar os clubes a gastarem apenas o dinheiro que estiver em caixa.

Desta forma, ao contrário do que muitos pensam, times com mais dinheiro, como Flamengo e Palmeiras, terão permissão para gastar mais, muito mais do que clubes endividados. 

— O Fair Play Financeiro não é um movimento socialista, que busca o equilíbrio financeiro entre os clubes. Se você tem mais dinheiro, você vai gastar mais — confirma Pedro Daniel.

No mesmo diapasão, Maurício Corrêa acrescenta que a gestão financeira das agremiações fará toda a diferença no desempenho das equipes.

— A partir do momento que você tem uma gestão eficaz, com a visão de que as despesas não podem superar as receitas, cresce a possibilidade de atrair os investidores — pontua Corrêa.

Os analistas esperam que, uma vez implantado o sistema de gestão financeira, as ligas possam, sim, ficar mais equilibradas. No caso brasileiro, no entanto, agora “é esperar para ver”, conclui.

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