Cotado para vice-presidente, Steinbruch deixa a Fiesp

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Publicado quinta-feira, 7 de junho de 2018 as 16:35, por: CdB

No comunicando aos colegas da diretoria da Fiesp, Steinbruch afirma que seu afastamento será temporário.

 

Por Redação – de São Paulo

 

Um dos empresários mais influentes do país, dono de uma fortuna pessoal avaliada entre as maiores da atualidade, o agora ex-vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) Benjamin Steinbruch deixou o cargo. A decisão passou a valer a partir desta quinta-feira, com a retirada de seu nome dos quadros da organização patronal.

Benjamin Steinbruch tende a concorrer à Vice-presidência da República; na chapa de Ciro Gomes
Benjamin Steinbruch tende a concorrer à Vice-presidência da República; na chapa de Ciro Gomes

No comunicando, Steinbruch afirma que seu afastamento será temporário. Adianta, por conseguinte, que cumpre uma regra legal, exigida para a desincompatibilização de funções, com vistas à disputa de cargos eletivos. Principal acionista da Companhia Siderúrgica Nacional, o empresário foi convidado, ainda que informalmente, para integrar a chapa do presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Fortuna

Gomes foi um dos executivos a serviço do empresário até o ano passado, quando deixou o cargo para iniciar sua participação na corrida eleitoral. O pedetista afirmou que o empresário, filiado ao PP, legenda com o maior número de processos na Operação Lava Jato, por corrupção de seus integrantes, “responde perfeitamente” aos seus anseios de composição de chapa.

No comunicado, Steinbruch fez questão de deixar uma charada aos colegas da diretoria. Por duas vezes, ressaltou no texto que se afastava do posto de “primeiro vice-presidente eleito”.

Presidente do PP, o senador Ciro Nogueira (PI) — que consta em mais de uma ação criminal, em curso — é apontado como interlocutor privilegiado no diálogo entre Steinbruch e Ciro Gomes. Na posição de um dos homens mais ricos do país, o empresário estaria disposto a financiar grande parte da campanha de Ciro Gomes; nos moldes exigidos pela nova legislação eleitoral.

De jeito nenhum

Outra presidenciável, a candidata derrotada nas últimas eleições Marina Silva (Rede) afastou de vez qualquer possibilidade de um acordo com os tucanos. Ela teria sido sondada para ser candidata a vice na abrir mão da pré-candidatura para ser vice, na chapa do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB).

— De jeito nenhum. A Rede é um partido que se coloca. PT, MDB, PSDB precisam tirar férias do governo — afirmou.

A declaração ocorreu em entrevista a uma rádio paulistana, na manhã desta quinta-feira. A pré-candidata voltou a afirmar que, se fosse hoje, não teria apoiado Aécio Neves nas eleições de 2014. Apesar de tudo, reafirmou sua amizade com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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