Covid-19 leva o artista plástico Abraham Palatnik, aos 92 anos

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Publicado sábado, 9 de maio de 2020 as 15:07, por: CdB

A “arte cinética” ou “cinetismo”, da qual os expoentes, no mundo, são os artistas Victor Vasarely e Alexander Calder, trata-se de um movimento artístico moderno das artes plásticas, surgido em Paris na década de 50.

Por Redação, com ACSs – do Rio de Janeiro

Potiguar, artista plástico e precursor da arte cinética, no Brasil, o pintor Abraham Palatnik morreu, neste sábado, aos 92 anos. Inovador, conhecido por sua série de animais em acrílico, Palatnik estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, com doença pulmonar agravada pela covid-19.

Inovador, Palatnik foi à fronteira da pintura e da escultura em uma mesma obra, consagrada mundialmente
Inovador, Palatnik foi à fronteira da pintura e da escultura em uma mesma obra, consagrada mundialmente

A “arte cinética” ou “cinetismo”, da qual os expoentes, no mundo, são os artistas Victor Vasarely e Alexander Calder, trata-se de um movimento artístico moderno das artes plásticas, surgido em Paris na década de 50. Conforme a nomenclatura, trata-se de uma arte dinâmica, inovadora, que tem usa o movimento para romper com o caráter estático da pintura e da escultura.

Palatnik trilhou pelos caminhos do cinetismo na busca do movimento em obras de arte que uniam cores, luzes e elementos mecânicos. Novidade no Brasil, a arte cinética demorou a ser aceita no meio acadêmico.

Coleções

A obra cinecromática Azul e roxo em seu primeiro movimento foi enviada à I Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, e quase foi desclassificada, pois não era nem pintura, nem escultura. Desde então, seu nome jamais deixou de ser associado ao que há de mais progressista na arte. Abraham foi reconhecido, mundialmente, como um dos pioneiros da arte cinética e este reconhecimento garantiu a presença de suas obras em alguns dos principais museus do mundo como o MoMA, em Nova York.

Palatnik está também presente nas principais coleções de arte do Brasil. Seus quadros mais recentes atingem cifras nas centenas de milhares de reais, e alguns dos mais antigos, dos milhões de reais, inclusive nos leilões de arte. Seus divertidos animais em resina, produzidos em série, são mais acessíveis e podem ser adquiridos por valores a partir de R$ 2 mil, em média.

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