Covid-19: embaixador dos EUA culpa China por ameaça global 

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Publicado quinta-feira, 26 de março de 2020 as 11:07, por: CdB

O embaixador dos Estados Unidos em Londres disse que a China havia ameaçado o mundo ao suprimir informações sobre o surto de coronavírus, permitindo que o vírus se propagasse muito além das fronteiras.

Por Redação, com Reuters – de Londres

O embaixador dos Estados Unidos em Londres disse que a China havia ameaçado o mundo ao suprimir informações sobre o surto de coronavírus, permitindo que o vírus se propagasse muito além das fronteiras do país asiático.

Pessoas usando máscaras de proteção caminham em distrito histórico de Pequim
Pessoas usando máscaras de proteção caminham em distrito histórico de Pequim

– Primeiro, (a China) tentou suprimir as notícias – escreveu o embaixador Woody Johnson em um artigo do jornal The Times publicado nesta-feira, acrescentando que Pequim havia compartilhado seletivamente informações críticas enquanto bloqueava autoridades internacionais de saúde.

– Se a China tivesse feito as coisas certas no momento certo, sua própria população e o resto do mundo poderiam ter sido poupados de um impacto mais grave dessa doença – escreveu o embaixador.

Donald Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Pequim deveria ter agido mais rapidamente para alertar o mundo após o surto de covid-19 na China. Ele também descartou as críticas de que o fato de rotulá-lo como o “vírus chinês” era racista.

Na semana passada, Trump ignorou a pergunta de um repórter sobre se era potencialmente prejudicial para os asiáticos-americanos dar esse nome à doença, bem como para um funcionário não identificado da Casa Branca ter denominado em particular a “kung flu”, uma referência entre a gripe e a tradicional luta chinesa kung fu.

Na segunda-feira, o presidente norte-americano afirmou que os asiáticos-americanos não eram responsáveis pela disseminação do vírus e precisavam ser protegidos.

– Quando a crise finalmente diminuir, devemos fazer um balanço do resultado e avaliar os custos desse colapso na colaboração internacional – escreveu o embaixador Johnson no The Times.